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Ericsson inclui inteligência artificial em nova plataforma de serviços gerenciados
terça-feira, 29 de janeiro de 2019 , 10h51

A Ericsson anunciou, na manhã desta terça-feira, 29, o lançamento global de uma plataforma de serviços gerenciados equipada com recursos de inteligência artificial. Batizada como Ericsson Operations Engine, a nova solução end-to-end busca atender operadores de rede desafiados pelo crescente volume de dispositivos e dados gerados pela chegada do 5G e pela massificação da internet das coisas (IoT), bem como recuperar receitas para a área de serviços gerenciados da companhia sueca.

Em comunicado, a Ericsson classificou o novo produto como habilitador de um modelo "preditivo" de operações de rede que, orientado por dados e pela experiência do usuário, contrastará com as soluções "reativas" até então utilizadas pela indústria. A fornecedora sueca também destacou que funcionalidades como automação, design, otimização e manutenção de redes – além da própria análise de dados gerados a partir delas – devem ser possíveis através da plataforma de serviços recém-lançada, com auxílio da inteligência artificial.

"Redes estão se tornando significativamente mais complexas de se operar na medida que introduzimos IoT e 5G em escala, virtualizamos o core [delas] e ao mesmo tempo buscamos melhorar a experiência do usuário", afirmou o vice-presidente sênior e head de serviços gerenciados da Ericsson, Peter Laurin. Por conta disso, as novas possibilidades existentes no mercado devem mudar "fundamentalmente" a forma como a indústria opera os ativos, afirma ele. Prova disso estariam em dados da IDC citados pela multinacional sueca: de acordo com a consultoria, aproximadamente 65% dos operadores de redes colocam os serviços gerenciados como fator fundamental para obtenção de um salto de receitas, eficiência e satisfação do cliente nos próximos anos.

No Brasil, a Ericsson tem se engajado em projetos de virtualização de redes com praticamente todas as operadoras; no caso da Nextel, uma virtualização do core de pacote de dados (na sigla eEPC, de evolved packet core) já previa a preparação da infraestrutura para a chegada da 5G no País. Já um projeto ao lado da TIM havia garantido até outubro passado a migração de mais de 27 milhões de assinantes para um novo banco de dados virtualizado.

Balanço

O lançamento do Ericsson Operations Engine ocorre quatro dias após a fabricante divulgar os dados financeiros finais de 2018. No ano passado, os chamados serviços gerenciados foram responsáveis por 25,8 bilhões de coroas suecas (cerca de US$ 2,8 bilhões, ou pouco mais de 12% da receita da Ericsson), em queda anual 3% associada ao encerramento de contratos não-estratégicos ou de baixo desempenho (a empresa revisou 42 contratos "low-performing" ao longo de 2018) . Durante o último trimestre, a divisão de serviços gerenciados foi a única entre as três principais da companhia a não apresentar alta no faturamento (que ficou idêntico ao do mesmo período de 2017). Impactada pela reestruturação na área de BSS, a divisão de serviços digitais da Ericsson também acumulou queda em 2018 – desta vez de 2%, para 38,1 bilhões de coroas suecas ou US$ 4,2 bilhões -, mas registrou alta de 10% nos negócios durante os três últimos meses do ano em questão.

Já a venda de equipamentos para redes avançou 5% em 2018, batendo 138,6 bilhões de coroas suecas ao longo do ano (ou pelo menos US$ 15,3 bilhões que corresponderam mais de 65% do faturamento global da multinacional). Apenas no quarto trimestre o salto foi de 12%, para 41,6 bilhões de coroas suecas negociadas (US$ 4,59 bilhões). Segundo a Ericsson, uma antecipação da demanda 5G de operadoras da América do Norte favoreceu o movimento.

Ao todo, a empresa somou 210,8 bilhões de coroas suecas em receitas (ou aproximadamente US$ 23,2 bilhões) ao longo de 2018, em alta de 3% frente 2017; no quarto trimestre sozinho, o faturamento subiu 10% em um ano (para 63,8 bilhões de coroas suecas, ou US$ 7 bilhões). Já o prejuízo registrado em 2018 atingiu 6,3 bilhões de coroas suecas (ou cerca de US$ 695 milhões); apesar das perdas, o resultado foi melhor que o registrado em 2017, quando um prejuízo de 32,4 bilhões de coroas suecas foi reportado.

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