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Mercado
Navarro está otimista com PLC 79, mas preocupado com a rentabilidade do setor
quarta-feira, 25 de outubro de 2017 , 17h28

A Vivo entende que o mercado brasileiro vive momentos de mudança, especialmente com a situação da recuperação judicial da Oi e o novo marco legal do setor. Em teleconferência para analistas dos resultados do terceiro trimestre nesta quarta, 25, o presidente da companhia, Eduardo Navarro, comentou a possibilidade de capital estrangeiro na concorrente e de possíveis mudanças nas legislações, tanto para a mudança de concessões de telefonia fixa como a de alteração na capacidade de espectro.

O executivo se mostrou otimista com a possibilidade de aprovação do PLC 79, afirmando que o governo enxerga a necessidade de mudança no marco do setor. "A maioria das autoridades brasileiras, incluindo os ministros da Educação (Mendonça Filho) e Saúde (Ricardo Barros), assim como o (ministro da Fazenda, Henrique) Meirelles, também estão convencidos de que é bom para a sociedade", afirma. Ressalta que a companhia não conta com isso e que continua a procurar melhorar o fluxo de caixa, mas diz estar aberta a discutir com qualquer setor da sociedade. "Algumas pessoas não muito familiarizadas estão supervalorizando os bens reversíveis, mas temos convicção de que apenas partes deveriam ser consideradas. Acredito que em dez anos o preço desses ativos relacionados a serviços fixos será muito baixo".

Espectro

Da mesma forma, a Vivo acompanha atentamente movimentações de possíveis "flexibilizações" na legislação para alterar a capacidade total de espectro para cada empresa. "Sim, há discussões (no governo), mas isso precisa ser cuidadoso, porque acontece ao mesmo tempo em que a situação da Oi", afirma Eduardo Navarro. Ainda assim, o executivo destaca que é algo "muito necessário de se discutir". O assunto (ampliação do cap de frequências) está na pauta da Anatel e o processo está sob a relatoria do conselheiro Otávio Rodrigues.

Navarro ressalta ainda que espectro é um ativo "muito valioso" e que é "algo que sempre vamos olhar para oportunidades". Ainda assim, o COO da Vivo, Christian Gebara, disse que a operadora possui bom posicionamento no portfólio atualmente em LTE, com 20 MHz em 2,5 GHz, além de 10 MHz em 700 MHz e o refarming em 1.800 MHz. "Isso vai permitir o 4G+ com duas ou três frequências, e acho que o consumidor não vai ver só na cobertura, mas na experiência", declarou.

Oi

Sobre a possível entrada da China Telecom (como investidora na Oi), Eduardo Navarro disse ser favorável ao um campo saudável de competição, mas mostrou "preocupação" em como isso afetaria a remuneração. "Isso não é direcionado à companhia chinesa, é apenas em qualquer caso de companhia que não possa se comprometer em dar retorno a seus acionistas", disse ele, ressaltando por diversas vezes não estar se referindo especificamente à operadora chinesa.

Já no caso da reprovação da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Oi, Navarro entende que isso aconteceu somente porque a Anatel e o Tribunal de Contas da União não estavam plenamente certos de que a companhia poderia cumprir com as obrigações no estágio atual. "Não vejo razão pela qual poderiam aprovar o nosso e não o deles; a única (razão) é que a Telefônica pode entregar os compromissos."

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Erick disse:

    Torço pra que a Oi fique forte e sadia um dia, como a Vivo.

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