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Cabo submarino
Cabo Brasil-Europa sairá do papel e entrará em operação em 2019
segunda-feira, 24 de abril de 2017 , 22h10

Após seguidos adiamentos, o cabo submarino que ligará o Brasil à Europa, o EllaLink, fruto de joint-venture entre a EulaLink (antiga Islalink, com 65%) e Telebras (35%), ganhou nova previsão de data para ficar pronto: 2019. Em anúncio conjunto nesta segunda-feira, 24, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, apresentaram a fornecedora escolhida para o sistema, a Alcatel Submarine Networks (ASN), e anunciaram o início da construção da rota de 9,2 mil km (além de backhaul terrestre de 1,5 mil km), que ligará Santos a Lisboa e Madri com quatro pares de fibra ótica e capacidade total de 72 Tbps.

A justificativa para a construção do cabo é a necessidade de uma rota direta entre América do Sul e Europa, além da segurança dos dados com as leis e acordos internacionais de tráfego. "A conexão reduzirá o tempo de transmissão de dados em 40%, e ganharemos em qualidade, disponibilidade e segurança nas comunicações entre América Latina e Europa", declarou o presidente Rajoy.

"Estamos na fase de fechamento financeiro (a mesma de fevereiro), que a gente imagina que de três a seis meses, e depois serão mais 24 meses para a construção. Pretendemos ver ele pronto em 2019", destacou o CCO da EllaLink, Marcelo Rehder. Ele afirma que "na hora do fechamento financeiro, pode haver rearranjo societário" das participações da joint-venture. Os acionistas devem aportar 20% do investimento total de US$ 206 milhões, enquanto o demais deverão ser financiados por clientes âncoras. Um deles, com aporte de 25 milhões de euros, vem da parceria Bella (Building European Link with Latin America, que contratará assim parte da capacidade do cabo), que deverá ser assinada "provavelmente entre maio e junho" entre governo brasileiro e Comissão Europeia. Além disso, Rehder afirma que a EllaLink está conversando com "vários potenciais clientes", especialmente over-the-top (OTTs) pela alta demanda de tráfego.

A rota sai de São Paulo em backhaul terrestre para Praia Grande, depois duas fibras seguem direto para Europa, e outras duas têm ramal em Fortaleza. A capital cearense é aonde deve chegar o ramal que ligaria às Guianas, outro projeto mencionado, mas ainda não consolidado. De São Paulo, a ideia é seguir até o Chile, conectando a Europa com o telescópio em construção Large Synoptic Survey Telescope (LSST). Das landing stations, a rota vai para data centers em Alphaville, Lisboa e Madri. O executivo da EllaLink afirma que há a possibilidade de se conectar com outras rotas, inclusive na Ásia. "É o primeiro cabo, já tem estudo para as Guianas, tudo usando a capacidade". Rehder nega conversas com a Rússia para um cabo ou ramal ligado, entretanto.

Desequilíbrio

Hoje, segundo a EllaLink, o volume de dados trafegado com a América do Norte é mil vezes maior do que com países europeus, já que só há um cabo antigo de cobre ligando os continentes, enquanto o Brasil conta com oito conexões submarinas com os Estados Unidos. "O Brasil tem 50% mais comércio com a Europa do que com a América do Norte, e a Europa investiu 12 vezes mais", ressalta o presidente da EulaLink, Alfonos Gajate "A rota direta será  mais rápida do que ir até Miami e atravessar o Atlântico". "O projeto é fundamental porque sete dos dez principais pontos de tráfego (PTTs) estão na Europa, e a relação de dados está assimétrica", completou o presidente da Telebras, Antonio Loss.

Para o ministro Gilberto Kassab, o projeto do cabo submarino vai "trazer mais qualidade na transmissão de dados e mais segurança para que as ligações sejam diretas". Ele destacou ainda que a parceria ocorre após uma série de visitas de delegações brasileiras à Espanha, incluindo do próprio MCTIC, pouco antes da Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, em março.

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