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Desempenho
Recuperação na bolsa antecipa guerra de celulares nos EUA
quarta-feira, 10 de setembro de 2003 , 20h19 | POR REDAÇÃO

Há novos sinais de recuperação global do segmento de telefonia celular. A finlandesa Nokia, líder mundial na fabricação de telefones celulares, antecipou ao mercado que a demanda por handsets aumentou muito neste terceiro trimestre, elevando seus lucros a um patamar acima do esperado. Isso se deveu, principalmente, ao crescimento dos negócios na Índia e na China. Os negócios só não foram melhores porque as vendas são expressas principalmente em dólares e a moeda norte-americana ainda está fechando com desvalorização de 10% frente ao euro.
Nos Estados Unidos, apesar da realização de lucros nos últimos sete dias, as operadoras de telefonia móvel ainda ficaram em posição melhor que a média do mercado. Enquanto o índice Dow Jones caiu 1,02%, elas recuaram apenas 0,59%. No ano, as diferenças são ainda mais expressivas: contra uma alta do Dow Jones de 13,53%, as operadoras registram valorização de 32,26%.

Portabilidade

A preocupação dos analistas, agora, é com o acirramento da concorrência (e, é claro, com os gastos de propaganda e marketing) a partir de 24 de novembro próximo, quando entra em vigor nos EUA a tão esperada portabilidade numérica das linhas. Patrick Comack, da Guzman & Co. disse à CNNMoney que, antes de mais nada, haverá um aumento da taxa de desligamento (churn) devido à troca de operadora pelos consumidores. Depois, devem também crescer os subsídios para a troca do aparelho e os descontos de preços. Quem ganha com isso é o mercado de publicidade.
De acordo com Mike Hodel, do Morningstar, as companhias mais bem preparadas para a competição são a Nextel, a Verizon e a Vodafone. No sentido oposto estariam a Sprint e a T-Mobile (Deutsche Telecom). Entre as de médio risco estão a Cingular (BellSouth e SBC) e a AT&T. A tendência é que todas as operadoras passem a oferecer (como já o fazem a Nextel e a Verizon) celular e rádio no mesmo aparelho.

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