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Consolidação
Opportunity propõe acordo à Previ
quinta-feira, 24 de Abril de 2003 , 21h18 | POR REDAÇÃO

O grupo Opportunity, por meio do CVC/Opportunity Equity Partners Administradora de Recursos Ltda., quer oferecer sua participação acionária ?indireta? na Telemar em troca das ações da Previ nas controladoras das operadoras Brasil Telecom (BrT), Telemig Celular e Amazônia Celular. A proposta de troca de ativos foi encaminhada nesta quinta, 24, ao fundo de pensão do Banco do Brasil e publicada em fato relevante pelas operadoras envolvidas. A oferta é condicionada à avaliação dos ativos para o pagamento de uma compensação, por qualquer uma das duas partes. Se a sugestão for aceita, seria um princípio de solução para o conflito entre Previ e Opportunity nessas empresas, disputa que dura anos e gerou diversas ações judiciais. O grupo de Daniel Dantas, procurado por TELETIME News, não comentou o assunto. A Previ por sua vez ainda não tinha tomado conhecimento dos termos da proposta.
Aparentemente, se a Previ aceitar, deve ocorrer um descruzamento de participações acionárias da fundação e do grupo de Daniel Dantas, ficando resolvidos dois impasses. A Previ ganharia participação no grupo de controle da Telemar, de onde foi afastada pela Anatel em setembro de 2000 por já fazer parte do controle da Brasil Telecom. E o Opportunity desistiria de participar da Telemar, de cujo controle também foi afastado na mesma época, depois de adquirir a posição da Inepar, em uma operação de engenharia societária contestada pelo órgão regulador.
O fato relevante é divulgado na mesma semana em que a revista Carta Capital (www.cartacapital.com.br) em matéria de capa, assinada pelos jornalistas da Teletime Rubens Glasberg e Samuel Possebon, mostra como a Previ, após a saída da TIW do Brasil, ficou com um investimento em empresas de telecomunicações de quase R$ 2 bilhões, trazidos a valor presente, ameaçado de virar pó. Isso por conta de seu envolvimento com o Opportunity, além de fatos ainda não esclarecidos que se seguiram ao processo de privatização do Sistema Telebrás.
Na matéria, Sérgio Rosa, presidente da Previ, afirma que quer sair das empresas de telecomunicações em condições competitivas com a possibilidade de escolher o comprador e fazer o preço. Ou seja, não aceita a situação em que foi colocado de ter um único comprador para seus ativos em telecomunicações ? o grupo do empresário Daniel Dantas.
O processo de pós-privatização e a iminente ameaça de formação de um cartel na telefonia fixa que resultou nos atuais impasses também é abordado no editorial da edição deste mês da revista TELETIME, que traz informações inéditas sobre as decisões da Anatel no caso da Telemar.

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