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INTX 2016
Conteúdo local pode abrir oportunidade para outros OTTs de sucesso
segunda-feira, 16 de maio de 2016 , 23h43 | POR SAMUEL POSSEBON, DE BOSTON

Se Netflix se tornou sinônimo de uma nova competição no mercado de vídeo, pelo menos nos EUA (e no Brasil), o analista da Parks Associates, Glenn Hower, apresentou dados durante a INTX 2016 (principal evento de TV a cabo dos EUA, que acontece esta semana em Boston) mostrando que em muitos países o crescimento dos serviços OTT está sendo impulsionado por provedores locais (como é o caso da França, Reino Unido e Alemanha) e que a disputa começa a se tornar agressiva entre vários provedores, mesmo nos EUA. "Hoje vemos nos EUA pelo menos 23 provedores de conteúdo OTT, a maior parte com menos de 5% de participação, mas mostrando um mercado muito agressivo", diz Hower. O Netflix tem mais de 50% do mercado OTT, diz ele, mas não reina mais sozinho. Mas ele reconhece que em muitos casos os provedores locais se aproveitaram de uma certa demora do Netflix em avançar sobre os mercados, o que também explica o sucesso de outros provedores.

Para Balan Nair, CTO da Liberty Global, que opera em vários países europeus, o que tem feito a diferença no desenvolvimento dos OTTs locais é o conteúdo. "Para ser um provedor OTT, em muitos casos não basta o conteúdo em inglês legendado". Derek Chang, da programadora Scripps, lembrou que em muitos mercados europeus, por exemplo, os broadcasters tradicionais acabaram tendo um papel importante nessas plataformas.

"Ainda assim, não acho que o verdadeiro driver de crescimento dos provedores OTT seja o conteúdo, mas sim a conveniência para o usuário", diz Nair. "Para compensar essa desvantagem, os provedores tradicionais estão apostando nos bundles de serviço e isso tem dado resultados, pelo menos para não perdermos o assinante para o OTT, mas para que haja uma complementação. Quando o usuário faz as contas de quanto vai gastar para ter a banda larga e o OTT junto, ele volta atrás".

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