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Brasil Streaming
Para pesquisador, modelo brasileiro limita TV paga na concorrência com OTTs
segunda-feira, 11 de junho de 2018 , 23h48

Carlos Ragazzo, pesquisador da FGV/RJ, abriu o painel "Streaming S/A – A Nova Economia Audiovisual" do "Brasil Streaming" – seminário organizado pela TELA VIVA e pela TELETIME nesta segunda, 11/06 – falando da necessidade de um aperfeiçoamento regulatório diante do surgimento de novas tecnologias no setor. "Se hoje em dia há uma dificuldade de regulamentação, significa que as regras que foram estabelecidas lá atrás já não funcionam mais", esclarece. Para Ragazzo, o momento é de transformação na indústria, e a grande mudança, especialmente por conta da ascensão dos serviços  OTT, é a inversão do papel do consumidor, que passou de passivo para ativo, e acostumou-se a ter uma oferta de conteúdo customizado de acordo com o seu perfil pessoal. "Diante desse cenário, a TV por assinatura precisa de oportunidades para evoluir, uma vez que ela já está sofrendo uma redução do número de assinantes enquanto o OTT vê seu consumo aumentar cada vez mais", completa. Ragazzo participou nesta segunda, 11 do Seminário Brasil Streaming, organizado pela TELETIME e pela TELA VIVA.

Apesar disso, ele assume que o cenário atual ainda não está cristalino e, em sua opinião, o melhor a fazer seria aguardar os novos rumos do mercado antes de atuar nessa simplificação de regulação – processo que deve chegar à TV por assinatura também. Segundo ele, as empresas que oferecem conteúdos pela Internet atuam como produtoras de distribuidoras e  assim conseguem, por meio dessa estratégia reduzir os custos de transação. "A solução regulatória esperada seria justamente a revogação da restrição à verticalização para as TVs por assinatura", disse. Para ele, regras que foram feitas em um contexto diferente não  respondem aos desafios concorrenciais que se colocam hoje. (Colaborou Mariana Toledo)

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