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Agregadoras virtuais poderiam ajudar na expansão das redes, diz Tá Telecom

Foto: Pexels

Tá telecom nasceu em dezembro de 2022, como um esforço conjunto de 50 ISPs, e atua como operadora móvel virtual (MVNO) na rede da TIM por meio da Surf Telecom. Seu diretor executivo, Rudinei Carlos Gerhart, relatou que uma das dificuldades enfrentadas neste começo é a expansão da infraestrutura da rede por parte da agregadora. O executivo abordou o assunto durante o Fórum de Operadoras Inovadoras, evento promovido por Mobile Time e TELETIME, nesta quinta-feira, 23, em São Paulo.

“Interconectar o Brasil é um desafio gigantesco. Quando nós fomos validar o nosso modelo, ficamos muito preocupados com isso. No caso da telefonia móvel, é menos complicado, mas ainda assim você tem que integrar 67 CNs. A agregadora precisa ser muito eficiente nesse sentido. Esse é um desafio técnico”, comentou Gerhart.

Ele explicou que, em tese, a outorga de MVNO autorizada permite que a agregadora móvel virtual (MVNA) corrija eventuais problemas de cobertura, ajudando a expandir a rede da operadora móvel. Só que, na prática, isso não estaria acontecendo, seja por questões econômicas ou tecnológicas. Para o diretor da Tá Telecom, a agregadora poderia ser um vetor nesse processo de expansão, gerando benefícios para todos os players. Porém, nem mesmo ele, envolvido com a questão, sabe dizer ao certo quais são os impedimentos.

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Não tem transparência absoluta dos motivos integrais. O que nos é reportado é uma questão de homologação técnica de equipamentos. Até onde conseguimos evoluir nesse assunto, houve uma dificuldade de homologar equipamentos em diferentes localidades do Brasil comunicando com o core central da operadora”, esclareceu.

Gerhart contou que já houve tentativas para se fazer algo desse tipo. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a Surf Telecom realizou teste com small cells, a fim de fazer essa integração no bairro de Paraisópolis. No entanto, não se trata de um modelo que possa ser reproduzido em larga escala.

“Hoje, eu acompanho direta ou indiretamente alguns casos de expansão de cobertura através do licenciamento secundário, do uso de redes privativas. Nesse caso funciona, só que são redes que não fazem roaming, então resolvem em parte”, disse.

Assinantes

Durante o painel, algumas MVNOs compartilharam dados recentes sobre a adesão aos seus planos. Rudinei Gerhart, da Tá telecom, já havia compartilhado anteriormente com Mobile Time que, com pouco mais de três meses de existência, a MVNO possuía 1 mil assinantes.

Juliana Silva, gerente corporativo da Magalu, afirmou que a Maga+ conta com 150 mil assinantes. Alberto Blanco, CEO da Veek, disse que a operadora tem 20 mil e pretende chegar a 1 milhão até o fim deste ano. Na Rico Telecom, segundo o CEO Hugo Casasanta, são 1 mil clientes.

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