LG vai implantar linha de reciclagem de baterias no Brasil

O CPqD concluiu projeto encomendado pela LG Electronics de desenvolvimento de tecnologia para a reciclagem de baterias de celulares de lithium íon, as mais utilizadas nos aparelhos disponíveis no mercado. "A estratégia da LG foi antecipar-se à legislação ambiental que ainda não está definida no País", afirma o gerente geral de pesquisa e desenvolvimento da LG, Ciro Hernandes. A companhia pretende montar uma linha de produção industrial de reciclagem de baterias com algum parceiro e oferecer serviços aos outros fabricantes de celulares. Poderá inclusive exportar essa tecnologia para a matriz, na Coréia.
Após o término das pesquisas, o CPqD elaborou quatro pedidos de patentes referentes aos processos de recuperação dos compostos de lítio, separação do cobre e do processo global de reciclagem depositado pela LG no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). ?Além do instituto nacional, as patentes estão sendo depositadas também em um organismo internacional, o CPCT, que inclui países europeus e os Estados Unidos?, diz Hernandes.
Maria do Rosário Fabeni Hurtado, da diretoria de laboratórios e infra-estrutura de redes do CPqD, explica que essa metodologia de reciclagem de baterias se destaca pelo baixo custo dos processos envolvidos e baixo consumo de energia elétrica o que a torna viável comercialmente. O projeto de reciclagem desenvolvido pelo CPqD separa as partes das baterias em plástico, elementos químicos e metais, sendo que mais de 90% do material resultante é reciclável em novas baterias ou outros equipamentos.

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A equipe de quatro pessoas do CPqD e engenheiros da LG trabalhou durante 18 meses no projeto com investimentos de aproximadamente R$ 1 milhão, viabilizado com recursos da Lei de Informática. A LG estima que todos os anos, sejam descartados cerca de 20% dos mais de 90 milhões de aparelhos celulares que circulam no País. Esse ativo deve ter uma destinação apropriada, considerando que ainda não se conhece profundamente os efeitos nocivos desses elementos no meio ambiente.
Hoje a LG, por exemplo, assim como outros fabricantes, coleta as baterias em suas lojas e uma empresa terceirizada destrói os dispositivos com rolo compressor. Os restos são coletados em sacos plásticos e despejados em aterros especiais. ?Essa não é a melhor forma de poupar o meio ambiente de dejetos nocivos?, diz Hernandes.

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