Conteúdo adulto: falta promoção e acessiblidade

Embora faltem dados e as operadoras evitem falar sobre o assunto, o conteúdo adulto é um dos que mais vendem por meio de redes móveis no País. Porém, a receita proveniente desse segmento no celular poderia ser muito maior se alguns obstáculos fossem vencidos. A dificuldade de navegação para chegar no conteúdo e a falta de divulgação são alguns dos principais problemas apontados por executivos que participaram nesta quinta-feira, 21, de debate sobre o tema durante o 8º Tela Viva Móvel, evento realizado pela Converge Comunicações.
Na maioria das operadoras, o conteúdo adulto fica escondido dentro dos portais WAP, dificultando o acesso dos usuários. "A quantidade de cliques necessários para se chegar ao conteúdo é um obstáculo", disse Alexander Dannias, diretor da Bsmart/Twistbox Entertainment, que detém a licença para distribuição móvel de diversas marcas de conteúdo adulto internacionais. "Não existe cauda longa em conteúdo no celular porque o usuário não ultrapassa a segunda página do WAP", concorda Nilo Peçanha, presidente da SK8, empresa que produz e distribui conteúdo adulto nacional para celular.
Dannias destacou também a falta de divulgação desse conteúdo, o que poderia ajudar a diminuir o problema da dificuldade de acesso. Neste ponto, leva vantagem quem tem outras mídias para apoiar a oferta móvel. É o caso da Globosat, que divulga conteúdo para celular das marcas Sexy Hot e For Man em seus canais de TV adultos e portais homônimos.

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A questão do preço também foi levantada durante o debate. A SK8, que aposta em um público de classe C que não tem computador em casa para acessar pornografia, defende preços baixos. "Quero vender vídeos adultos no celular por R$ 0,50 ou até R$ 0,20 cada", disse Peçanha. Ele até pode conseguir chegar a preços tão baixos porque trabalha com vídeos nacionais sem grandes marcas por trás. Isso é um pouco mais difícil para a Twistbox, cujos vídeos têm toda uma cadeia de valor internacional para ser remunerada.
Por fim, Roberto Aoki, diretor da Mobile Intelligence, empresa que faz a distribuição móvel de cerca de 25 marcas do pornô nacional, reclamou da baixa participação dos provedores de conteúdo na divisão da receita com as operadoras. "O conteúdo adulto tem uma obsolescência muito rápida. É preciso haver uma renovação constante. O problema é que com a remuneração vinda do revenue share não dá para produzir conteúdo móvel apenas para celular", comentou.

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