Brisanet estreia no mercado de capitais com debêntures incentivadas de R$ 500 milhões

Após ter o projeto aprovado pelo Ministério das Comunicações em janeiro, a Brisanet estreou no mercado de capitais com a primeira emissão de debêntures incentivadas. A companhia optou por liquidar o valor de R$ 500 milhões (o total autorizado era de R$ 529 milhões), e conta com os recursos para a expansão da rede de fibra até a residência (FTTH) nos estados de Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte.

Segundo o provedor regional nesta sexta-feira, 14, a agência de classificação Standard & Poor's emitiu nota de risco brA+ na Escala Nacional Brasil, o que sugere grau de investimento. No relatório (clique aqui para baixar) S&P afirma que a perspectiva é "estável porque esperamos que a empresa continue expandindo suas operações nos próximos anos, enquanto mantém a rentabilidade superior à de alguns de seus pares". A empresa considerou o rating "muito importante para o sucesso da operação". 

A ressalva da agência de crédito é que "a Brisanet manterá seu expressivo plano de investimentos, o que pressiona seu fluxo de caixa livre". Contudo, acredita que a margem EBITDA continuará acima de 40% nos próximos anos, dadas suas operações escaláveis e iniciativas digitais, em relação à nossa estimativa de aproximadamente 38% em 2020 após a empresa ter elevado suas despesas pré-operacionais devido à expansão de rede". 

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Projeto

De acordo com informações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a emissão de debêntures será feita em parceria com os bancos Santander, XP Investimentos e BTG Pactual. Será apenas uma emissão de debêntures, de garantia real, de forma normativa e escritural. Vale lembrar que as debêntures são incentivadas porque há redução (de 25% para 15%) no caso de pessoa jurídica ou mesmo a isenção, no caso de pessoas físicas, no imposto de renda.

A maior quantia dos 500 mil de títulos parte de 16 fundos de investimento, que juntos somaram 319,5 mil. Outros 114,4 mil são de três instituições intermediárias participantes de consórcios. Os demais são de pessoas físicas (18, com 40,4 mil de títulos), outras instituições financeiras (3, com 23,5 mil) e "demais pessoas jurídicas" (2, com 2.177 títulos). 

Apesar dos investimentos se concentrarem nos três estados, a empresa espera expandir a operação até o final de 2021 para o Piauí e Sergipe. Atualmente a companhia tem atuação em Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com mais de 674 mil acessos e cerca de 6 mil funcionários (dos quais 2,8 mil foram contratados apenas em 2020). 

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