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Claro: 30% das vendas de serviços de TV são do Claro Box

Claro Box TV. Foto: Bruno do Amaral

O produto de streaming da Claro, o Claro Box, já é responsável por 30% das vendas de TV na operadora. De acordo com Ricardo Falcão, diretor de TV da Claro, que falou durante o evento Inovatic, realizado pelo Telesíntese, as vendas representam novos assinantes para a operadora, já que a migração de assinantes do serviço tradicional de TV para o novo serviço por streaming é irrelevante.

O serviço de streaming da Claro exige um set-top box avançado, que pode ser assinado por R$ 29,90, e que permite assinar diversos serviços, incluindo a TV paga linear e aplicativos de VOD. O assinante tem acesso ao Claro Vídeo e pode ter acesso a diversos aplicativos, mesmo que a contratação não tenha sido feita através da operadora. No entanto, segundo Falcão, os clientes do streaming da operadora contratam “quase” duas assinaturas adicionais via operadora. Entre 1,7 e 1,8 serviços adicionais são contratados, em média, pelo clientes do Claro Box.

Ainda segundo Falcão, quase todos os assinantes do Claro Box estão na base de banda larga da operadora. Isto porque, embora a operadora tenha lançado o serviço para áreas não cabeadas, a alta demanda fez a operadora postergar os planos para o mês de julho. “Vimos que não conseguiríamos atender nestas áreas e suspendemos para lançar quando estivéssemos prontos”, disse.

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60 milhões de lares

Segundo o diretor de produtos de vídeo da Claro, Alessandro Maluf, que também participou do evento, a operadora segue apostando na TV por assinatura tradicional e vem desenvolvendo ao longo dos anos tecnologias para melhorar o serviço e a percepção de valor do assinante. “O que fazemos é desenvolver mais serviços e produtos para dar uma vida mais longa a este produto”, disse.

Para criar o Claro Box, explica o executivo, a operadora foi além da tecnologia, que, para ele, é apenas um habilitador do produto. “Temos que enxergar o que a tecnologia trouxe de vantagem ao consumidor. Não adianta simplesmente colocar o seu modelo de negócio, como sempre foi, no streaming, sem ouvir o consumidor”, disse. As pesquisas contratadas pela Claro levaram à criação de um serviço no qual há uma experiência agregada de conteúdo com facilidade de contratação e cancelamento em uma plataforma única e que funciona em qualquer rede de banda larga.

Com a o serviço, a operadora espera poder chegar em localidades onde não conta com rede própria. “Não temos cobertura de cabo em todas as cidades, mas com esse produto, podemos chegar a todos os 60 milhões de lares”, finaliza Maluf.

Segundo Ricardo Falcão, a Claro tem interesse em trabalhar com os provedores de Internet, os ISPs, nas localidades não cabeadas. “O negócio fora das nossas redes cabeadas é muito novo para nós, mas temos todo o interesse de ter parcerias com provedores”, diz. A operadora vem trabalhando em um modelo de negócios que beneficie os ISPs, a Claro e o assinante. “Entendemos e respeitamos muito a presença dos ISPs nestas áreas, com relacionamento muito forte com os assinantes. Estamos em conversa avançada com alguns provedores e vamos pilotar alguns modelos em breve”, diz.

Troca do middleware

O Claro Box, que consiste em uma caixa OTT, atualmente conta com recursos que os set-top boxes do serviço tradicional da operadora ainda não dispõem. De acordo com Falcão, isso se dá por conta da diferença nos middlewares das caixas. Para resolver a questão, a Claro está atualizando seus set-top boxes do serviço de TV tradicional, migrando do sistema da Nagra para o da Teleidea. “Com a migração, teremos capacidade tecnológica para ter todas as integrações do Box nos set-top boxes”, explica.

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