TIM testa desligamento da rede 2G em 50 cidades

Foto: Pixabay

[Atualizada em 24/02] Após o acordo de compartilhamento de rede com a Vivo (e a aquisição de parte da Oi), a TIM está agora preparando o switch-off da tecnologia 2G. No projeto de single grid em GSM, a companhia está trabalhando com um piloto em 50 cidades. "Ao longo do ano, vamos acelerar o período de testes, que é importante para garantirmos a entrega com qualidade, melhorando e reduzindo custo", declarou o CTIO da operadora, Leonardo Capdeville, nesta quarta-feira, 10.

Segundo o executivo, esse projeto do single grid com a Vivo poderá ser acelerado ao longo do ano, atendendo a cidades com menos de 30 mil habitantes. "E temos espaço aberto para ser mais agressivos nos próximos anos, estabelecendo uma nova forma de pensar nas companhias para enxergarem que compartilhar a infraestrutura é o melhor caminho", afirmou. 

O diretor de assuntos regulatórios e institucionais da TIM, Mario Girasole, diz que a proposta de parceria continua disponível para outras empresas. "Estamos abertos a todas as possibilidades de compartilhamento com operadoras na transmissão e no acesso", declara. A ideia é também aproveitar as diretrizes do edital do 5G, que traz a prerrogativa de compartilhamento.

A parceria com a Vivo foi assinada em dezembro de 2019 e prevê a otimização do uso de espectro por meio do RAN Sharing com dois contratos de cessão onerosa distintos: além da single grid para 3G e 4G, cada parte oferecerá o serviço 2G para o cliente de ambas em cerca de 2,7 mil municípios, resultando na desativação de sites legados e possível refarming de frequências.

Além disso, a TIM afirma que a aquisição da maior fatia da Oi, uma vez autorizada pelo Cade e pela Anatel, permitirá "fechar um gap histórico" de frequências com mais 49 MHz para a empresa, além de 7,2 mil estações radiobase e 14,5 milhões de clientes. 

FWA

Outra aposta com o 5G é o de acesso fixo-móvel, o FWA. O presidente da TIM, Pietro Labriola, lembrou que a experiência com esse tipo de tecnologia em 4G (chamado pela empresa de WTTx) poderá ser complementar à fibra, de acordo com a particularidade do local do acesso. "Não vamos canibalizar os serviços existentes", assegura. 

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