Com perda recorde no 2G, base brasileira volta a nível de 2014

Por conta de uma perda recorde no ano de acessos na base 2G, o mercado brasileiro de acessos móveis encolheu 1,427 milhão de conexões no mês e registrou um total de 280,022 milhões de linhas, segundo dados da Anatel divulgados nesta quinta-feira, 8. É o mesmo nível do registrado em dezembro, quando o mercado contava com 280,7 milhões de acessos. Durante o ano, o pico foi em maio, quando o País chegou a ter 284,1 milhões de linhas.

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Em agosto, nem mesmo o crescimento atípico das conexões máquina-a-máquina (M2M), nem o constante avanço do LTE conseguiram frear a tendência de queda da base no País. Isso porque a tecnologia GSM perdeu 4,861 milhões de acessos no período (5,48% de recuo), além de um total de 28,996 milhões de linhas (25,69% de queda) em relação a dezembro.

As conexões M2M Padrão (com intervenção humana, como máquinas de cartão POS) mostraram crescimento atípico de 1,081 milhão de acessos (aumento de 14,32%) após quatro meses de queda. Mas tem explicação: a Anatel registrou em julho alguns acessos dessa categoria como GSM, contabilizando assim menos para a base. No total, com tudo corrigido, essas conexões totalizam 8,636 milhões. As linhas M2M Especial, que são desoneradas, mostraram aumento de 6,71% (158 mil a mais) e fecharam agosto com base de 2,515 milhões de acessos.

LTE

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Por outro lado, a base que realmente tem mostrado aumento constante é a de LTE. A maioria dos smartphones novos já é equipada com a tecnologia, e há cada vez mais exemplos de aparelhos com custo abaixo dos R$ 700 que possuem compatibilidade com a quarta geração. Assim, o mercado total de 4G cresceu 1,893 milhões de acessos líquidos, ou 12,92% em relação ao mês de julho. No acumulado em comparação com dezembro, já representa um aumento de 144,55%, ou quase 10 milhões de novos acessos somente nesta tecnologia.

Quem mais cresceu no mês em termos líquidos foi a líder Vivo, com 664,3 mil adições (aumento de 11,65%). A operadora, que tem 38,49% de market share, conta atualmente com uma base de 6,368 milhões de linhas 4G. Em seguida (com 28,09%) vem a TIM, com 4,647 milhões de acessos, aumento de 13,77% no mês. Claro é a terceira colocada (18,33%) e contava com 3,031 milhões de acessos em agosto, um aumento de 11,21%. Já a Oi, a quarta, tem 12,23% de mercado e uma base que, enfim, passou a marca dos 2 milhões, após um crescimento de 19,33% no mês.

Apesar da quarta colocação no mercado, o maior aumento proporcional no ano foi o da Oi, que aumentou sua base em quase quatro vezes (273,41%). Em adições líquidas, porém, a Vivo colocou mais linhas: 3,738 milhões nesses oito meses, um aumento de 142,14%. Todas as operadoras mais do que dobraram sua base no período, incluíndo a Nextel, que só opera em LTE no Rio de Janeiro e com a faixa de 1,8 GHz, e que fechou agosto com 472,9 mil acessos, um aumento de 7,45% e 141,02% no mês e no ano, respectivamente.

3G e 2G

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Em agosto, o mercado de acessos de handsets 3G WCDMA cresceu mais do que no mês anterior: 0,21% (contra 0,07% em julho), ou 343,8 mil adições líquidas a um total de 162,3 milhões de linhas. Ainda assim, continua a ser a tecnologia mais popular do País, responsável por 57,96%. No ano, acumula um crescimento de 12,17. Quem mais cresceu em adições líquidas no mês foi a Oi, colocando 288 mil novas linhas, aumento de 1,15%, com base de 25,378 milhões. A Nextel mostrou maior aumento proporcional: 6,26%, totalizando 1,576 milhão de acessos.

Na briga pelo segundo lugar do mercado de terceira geração, a TIM chegou a 25,29% de share (base de 41,047 milhões após aumento de 0,44%) e encostou na Vivo, que tem 25,33% (base de 41,114 milhões com recuo de 0,39%). A líder, apesar de queda de 0,13% no mês, é a Claro, com 52,070 milhões de conexões 3G, ou 32,08% do mercado.

Juntando com a base de terminais de dados (uma base de 6,160 milhões de linhas, mas que apresentou queda de 0,69% e 4,25% no mês e no ano) e de handsets LTE, o mercado de banda larga móvel mostra um crescimento de 1,20% e 17,17% no mês e no ano, respectivamente. Em agosto, a base era de 185,012 milhões de acessos.

Importante notar, no entanto, que as 27,115 milhões de adições líquidas da banda larga móvel não conseguiram compensar a perda de 28,996 milhões de acessos 2G de dezembro a agosto. Assim, a base de segunda geração fechou o mês com 83,856 milhões, ou 29,95% do total do mercado móvel. Esse número maior de desconexões explica a redução total da base no ano: 0,25% de queda, ou 705,8 mil acessos a menos.

Outro equilíbrio

O mix de modalidade de pagamento também mudou, o que mostra relação com o crescimento da banda larga móvel, já que o pós-pago (incluindo os planos do tipo controle) oferece maiores pacotes de dados mensais. Assim, a base pré-paga perdeu 1,962 milhão de acessos (queda de 0,93%) em agosto e agora tem 208,022 milhões (74,29% do mercado). No ano, o recuo já é de 2,30%, ou 4,907 milhões de linhas pré-pagas a menos do que em dezembro. Já o pós-pago aumentou 535,4 mil acessos em agosto (0,75%) e 4,202 milhões (6,20%) no ano, totalizando 72 milhões de linhas nesse último registro. A participação, que era de 24,25% em dezembro, em agosto ficou em 25,71%.

Na soma de todas as tecnologias e modalidades, a operadora com maior base é a Vivo, com 29,08% (81,430 milhões de acessos). Em seguida vem a TIM, com 26,21% (73,388 milhões); Claro, com 25,43% (71,209 milhões); e Oi, com 17,87% (50,046 milhões).

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