Para BT, empresas OTT não são inimigas

A impressão que fica na Consumer Electronics Show (CES 2015), que acontece nesta semana em Las Vegas, é que a indústria de eletrônicos está quase em uníssono contra a proposta de neutralidade de rede da administração do presidente norte-americano Barack Obama, em especial quando se fala em modelo de negócios. Porém, durante palestra sobre infraestrutura de telecom, especialistas questionaram o velho discurso de sempre, da necessidade de compartilhar os investimentos em infraestrutura para atender à crescente demanda do consumidor com serviços de vídeo over-the-top (OTT), como o Netflix.

O cofundador da investidora californiana especializada em provedores de Internet Translink Capital, Jay Eum, explica que a mudança de modelo de negócios provocada pela OTT trouxe um conceito de consumo do tipo "coma o quanto puder", e isso traz consequências. "E aí você vê o quanto o tráfego está tomado com vídeo e serviços assim, e ele está dirigindo a demanda de consumo", ressalta, criticando a falta de partilha de despesas.

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Mas há a consideração que a maior demanda se reverte também em maior base para provedores. "Gostamos da relação (com a Netflix)", declara o vice-presidente sênior de inovação na operadora British Telecom (BT), Jean-Marc Frangos, mostrando uma visão mais moderada. "Você precisa ter investimentos, e não há uma resposta simples, não é uma equação fácil. Ocasionalmente, a resposta é que podemos ter um serviço de distribuição (de conteúdo, investimento recente da BT no mercado britânico), mas poderíamos estar bem felizes em criar mais demanda, pois o consumidor iria querer mais conectividade", pondera.

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