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Cabos submarinos
Angola Cables confirma sistema Fortaleza-Luanda para início de 2018
segunda-feira, 13 de novembro de 2017 , 16h02

O sistema submarino da Angola Cables que liga o Brasil a Angola, o South Atlantic Cable System (SACS), está em estágio de 75% de construção, com previsão de chegar a Fortaleza entre o final deste ano e início de 2018. A operadora angolana e a fornecedora japonesa NEC, responsável pela construção dos cabos de fibra ótica, contrataram a empresa francesa de transporte de cabo Orange Marine para começar a colocação da infraestrutura em águas profundas.

De acordo com a Angola Cables nesta segunda-feira, 13, a expectativa de que o SACS deverá estar em total operação ainda no primeiro semestre de 2018 está mantida. A fase de instalação em águas profundas deverá durar três meses para cobrir mais de 5 mil metros de profundidade. Em fevereiro, a implantação do SACS já havia passado da metade, mas foram necessários esses oito meses para avançar mais 25%. Em abril, o cabo foi lançado no lado angolano.

O cabo terá extensão de mais de 6,2 mil km, capacidade de 40 Tbps e com largura de bandas de 100 Gbps x 100 Gbps em cada par de fibras. A rota ligará Fortaleza a Luanda e ainda se interconectará com o sistema Monet, cabo que ligará Boca Raton (Flórida) a Santos e é uma parceria entre Angola Cables, Google, Algar Telecom e a uruguaia Antel. Com o SACS, a ideia é tornar Angola um hub de cabos da África subsaariana. Para o Brasil, a nova rota pode ser uma alternativa de interconexão com a Europa e a Ásia.

Vale lembrar que o projeto foi lançado inicialmente em 2011, ainda com participação da Telebras. No final de 2014, a Angola Cables chegou a anunciar o início da construção do sistema para aquele ano. Em abril de 2016, o SACS recebeu aporte de US$ 100 milhões do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), empurrando a nova data para o início das operações para 2018. Só no Brasil, o valor de investimentos da companhia angolana será de aproximadamente R$ 72 milhões, sendo cerca de R$ 35 milhões alocados diretamente em Fortaleza. Contabilizando o aporte do BDA, toda a infraestrutura e a operação, o projeto conta com um investimento total de aproximadamente US$ 300 milhões.

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