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MMDS
ITSA lança nova tecnologia de transmissão de dados em 90 dias
quinta-feira, 01 de julho de 2004 , 18h10 | POR REDAÇÃO

A ITSA (ex-TV Filme), controladora da operadora de TV por assinatura Mais TV, aguarda a conclusão do processo burocrático de importação dos equipamentos para lançar, nos próximos 90 dias, uma nova tecnologia de transmissão de dados pela sua rede de MMDS em Brasília. Baseada na modulação OFDM, a tecnolgia já foi testada e permite altíssimas velocidades de trnsmissão de dados sem a necessidade de linha de visada, ou seja, a antena de transmissão não precisa estar em contato visual com o receptor. É algo semelhante ao Wi-Fi, mas com a cobertura de toda uma cidade e arquitetura celularizada. A ITSA não revela detalhes sobre o produto, mas diz que combinará esforços com o serviço de transmissão de dados que já tem hoje disponível em sua rede de MMDS, baseada no padrão DOCSIS (LinkExpress). "Usaremos a nova tecnolgia em função das necessidades de nossos clientes". Apesar da possibilidade tecnológica, a legislação brasileira ainda não permite que o MMDS seja usado para serviços móveis, e por isso a ITSA não trabalha com produtos nessa linha.
Nos EUA, recentemente a FCC alterou as regras da faixa de frequência do MMDS para permitir mobilidade. A Anatel também já sinalizou com essa possibilidade. O MMDS é uma alternativa ao uso da faixa de 2,4 GHz, hoje congestionada por não ser regulamentada e usada para uma série de serviços, inclusive Wi-Fi. Além de ser uma faixa mais limpa, as licenças de MMDS têm 200MHz de banda disponível.
A ITSA espera também digitalizar em 2005 seu serviço de TV paga por MMDS, o que liberaria mais espaço para os serviços de transmissão de dados.

Renegociação

O ano de 2003 foi positivo para a ITSA em termos financeiros. Apesar da queda no número de assinantes, que passou a 46,7 mil em 2003, contra 58,5 mil em dezembro de 2002, a empresa parou de dar prejuízo, apresentando até um pequeno lucro de pouco mais de US$ 1 milhão. Esse ano, a empresa renegocia sua dívida com os credores, que são também seus acionistas. "A situação está melhor porque agora os acionistas estão comprometidos com a empresa".

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