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INTX 2016
Para AT&T/DirecTV, futuro da TV paga passa pela mobilidade
terça-feira, 17 de maio de 2016 , 20h09 | POR SAMUEL POSSEBON, DE BOSTON

Uma das grandes novidades da INTX 2016, principal evento de TV paga dos EUA, que acontece esta semana em Boston, foi a presença em destaque da AT&T, que se tornou a controladora da DirecTV nos EUA e, com isso, virou a segunda maior operadora de TV paga norte-americana. Nos primeiros anúncios de estratégias conjuntas entre AT&T e DirecTV, a gigante de telecomunicações deixou claro que haveria um grande esforço de integração entre a DirecTV e as plataformas de telefonia móvel e dados (móvel e fixo) operadas pela AT&T.

A aposta da AT&T para a TV paga está intimamente ligada a uma integração do produto com o celular. "Queremos ser um provedor de entretenimento premium e trazer isso para o mundo móvel, com a possibilidade de estar em todas as plataformas, sempre com a melhor plataforma e com boa gestão da infraestrutura e dos planos de dados para os usuários", disse na INTX John Stankey, CEO da AT&T Entertainment. Ele aposta que a nova geração de consumidores prefere outras plataformas e talvez prefira o conteúdo empacotado de uma outra maneira. "(Esses usuários) querem consumir o conteúdo em outros lugares, e querem outra faixa de preço. Esta flexibilidade é um ponto a ser abordado pela indústria. (Esse modelo) trará vantagens, é menos custoso do ponto de vista do investimento em set-top, atende ao que o cliente quer, mas é algo em que ainda precisamos trabalhar".

Para a AT&T, existe hoje nos EUA um universo de cerca de 20 milhões pessoas que não querem participar da TV por assinatura como é hoje, "mas com o empacotamento certo elas podem querer".

Publicidade e streaming

Para a AT&T, a possibilidade de invadir smartphones e tablets com serviços de TV por assinatura é, mais do que uma forma de assegurar a saúde da DirecTV e de seu serviço de IPTV U-Verse, uma forma de disputar o valioso e crescente mercado de mídia programática com concorrentes de peso como Google e Facebook. "Existe um mercado de US$ 2 bilhões em publicidade que podemos explorar", disse Stankey.

Esta semana a operadora adquiriu a empresa de streaming de conteúdos Quickplay, num movimento que está sendo qualificado pela imprensa especializada americana como uma tentativa de garantir uma plataforma competitiva com a Netflix no ambiente da banda larga.

"Compramos a empresa de streaming Quickplay porque queremos levar conteúdos aos usuários onde eles estiverem", disse John Stankey. Segundo ele, há 12 anos, quando a AT&T entrou no mercado de TV paga, ficou faltando o controle da tecnologia de streaming, porque isso não estava no horizonte.

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