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Estratégia
Oi espera aumentar Capex em 50% somente no último trimestre
quarta-feira, 14 de novembro de 2018 , 17h50

A Oi informou pela manhã desta quarta, 14, em seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre, que já atingiu a meta total de Capex para 2018, com R$ 4,021 bilhões. Mais tarde, durante a teleconferência para analistas, o CFO da empresa, Carlos Brandão, revelou que o total de investimentos no ano ainda terá um crescimento de cerca de 50% em relação a esse total somente nos últimos três meses. "Planejamos por volta de R$ 6 bilhões em Capex para 2018", declarou.

A estratégia da companhia é ter o Capex incremental com a aprovação do aumento de capital de R$ 4 bilhões. Os investimentos serão direcionados para a proteção da base existente, a expansão de fibra (especialmente nas redes FTTH) e no aumento da cobertura 4G por meio de refarming da faixa de 1,8 GHz e, "gradualmente, em 2,1 GHz". Brandão não detalhou quando a nova faixa seria reutilizada com o LTE. Atualmente, a operadora executou o refarming em 1,8 GHz em 763 cidades, com expectativa de chegar a 1.069 em dezembro. Nessas localidades, a empresa oferece o LTE-Advanced em 189 cidades, esperando chegar a 307 em dezembro e 550 em fevereiro.

Em fibra, a expectativa é de atingir mais de um milhão de homes-passed até o final deste ano. Até outubro, a companhia tinha 825 mil domicílios endereçados. Com base no modelo de reuso dessa infraestrutura, Brandão afirma que são 6 milhões de HPs endereçáveis "de potencial imediato" apenas com FTTH, faltando apenas a eletrônica de acesso e a última fibra.

Para escolher as localidades no plano de Capex incremental, a Oi estabeleceu o modelo de clusters baseado no cálculo da relação de valor presente líquido (VPL) e valor presente investido (VLI). Com isso, pretende atingir 4.090 clusters para fibra (FTTH e FTTc) e 1.160 com 4G e 4,5G (agregação de portadoras).

Brandão explica que a operadora já investiu em core e rede de transporte, e que o foco agora será nas redes de acesso móvel e fixo. "Isso só será possível porque investimentos na robustez de rede, que hoje tem capacidade de 100 Gbps. O objetivo é estar três anos à frente da demanda de tráfego de dados", declarou. "Estamos negociando novos contratos com fornecedores estratégicos, e em paralelo, estamos melhorando o planejamento, controle e produção (PCP), reduzindo o prazo de implantação e melhorando o time-to-market", diz.

Também há expectativa que a eventual aprovação do PLC 79 poderá promover uma otimização dos investimentos. O executivo não especula se o projeto passará no Senado ainda este ano, e afirma que os efeitos podem não ser imediatos, mas destaca que a empresa já tem um controle maior nas multas e tem dedicado aportes à melhoria da qualidade de serviço.  "Nos últimos anos, tivemos algumas limitações em investimentos, e assim focamos no core e no transporte. Agora, nosso foco é na rede de acesso.", destaca. "Estamos em com um ritmo positivo com o Capex, e esperamos resultados importantes no próximo ano", completa. "Estamos na etapa final, que é o aumento de capital. Ainda enfrentamos desafios, colocando a Oi de volta aos trilhos. Estamos quase lá, mas ainda não chegamos", conclui o presidente da operadora, Eurico Teles.

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