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Para TIM, eventual entrada da China Telecom não deve trazer muita agressividade à Oi
sexta-feira, 08 de dezembro de 2017 , 22h06

Para Stefano de Angelis, a eventual entrada de um competidor chinês ao mercado brasileiro não deve trazer uma mudança significativa no cenário competitivo, pelo menos para a TIM. Ele se referia especificamente em relação à possibilidade de entrada da China Telecom na Oi, em conversa com jornalistas durante o almoço de final de ano da empresa. "Normalmente, empresas chinesas entram de maneira muito agressiva no preço, para conquistar mercado, mas como a Oi já tem uma presença significativa, não deve ser assim", especula. Para ele, a entrada de um acionista do porte de uma China Telecom deve ajudar a Oi a voltar a investir no mesmo nível das demais operadoras, contudo, o que tornará a empresa mais competitiva. "Mas hoje a Oi, com todas as dificuldades, ainda é uma empresa muito agressiva e uma competidora muito difícil. Eles podem não ser agressivos no 4G, mas compensam em outras ofertas". Stefano de Angelis reconhece, contudo, que a maior dificuldade da Oi, hoje, é na disputa pelos serviços fixos, onde a TIM tem uma presença bem menor do que a de outras concorrentes. A estratégia da empresa de ampliação da rede fixa, de certa forma, aproveita essa deficiência da concorrente, admite de Angelis.

A TIM não se coloca como candidata à compra da Oi nesse momento por conta do complexo quadro regulatório, societário e financeiro da empresa, mas para de Angelis a empresa tem uma vantagem que nenhuma outra empresa tem, que a rede de transporte de fibra, com pontos em mais de 2,5 mil cidades. "A segunda colocada, que é a Telefônica, tem metade disso e mesmo assim em uma área muito restrita".

Spectrum cap e 2G

Para a empresa, a limitação de ampliação de espectro por parte das operadoras é uma das razões pelas quais o Brasil tem pelo menos cinco operadoras de celular. Se não houvesse o spectrum cap, diz de Angelis, certamente a Nextel já teria sido vendida e a própria Oi talvez não tivesse mais no mercado de celular. Ele diz que esse é um tema hoje prioritário para a operadora.

Em relação aos desligamento da rede 2G, o CEO da TIM acha que esse ainda é um passo distante porque a base de acessos nessa tecnologia é grande, e boa parte está em máquinas de POS (venda com cartão), com um propósito muito bem definido onde a tecnologia 2G supre com facilidade. Ele acredita que uma das soluções para o otimizar o uso da faixa hoje destinada à segunda geração seria uma operação compartilhada em 2G para todas as operadoras. "É uma ideia, que precisaria ser aprovada pela Anatel", diz ele, reconhecendo que o assunto ainda é discutido de maneira embrionária e nem foi levado ao regulador.

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