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VoLTE pode chegar ao Brasil este ano, aposta Viavi
terça-feira, 07 de junho de 2016 , 20h33

As primeiras ofertas de voz sobre a rede LTE (VoLTE) devem surgir no Brasil este ano, ainda que em uma escala limitada. A operação comercial em larga escala é esperada para 2017. Essa é a expectativa de Luiz Cesar, vice-presidente de vendas para a América Latina da Viavi Solutions, empresa especializada em soluções de testes para redes móveis, incluindo para serviços de VoLTE. É sabido que a TIM, por exemplo, já está em fase avançada de testes para o lançamento em breve, conforme adiantado por este noticiário em outras matérias. Segundo relatório da GSA de Janeiro 2016, cinco operadores na América Latina estão se preparando para lançar VoLTE comercialmente.

"O principal investimento para as operadoras é montar um core IMS. Porém, no caso do Brasil e da América Latina em geral, a cobertura e a penetração das redes LTE ainda é baixa", comenta o executivo. Por conta disso, ele acredita que algumas operadoras prefiram lançar primeiro um serviço de voz sobre Wi-Fi, mais ou menos como uma preparação antes de disponibilizar o VoLTE. É o que fizeram Vivo e Conecta, por exemplo.

As chamadas de voz sobre 4G trafegam como dados fim a fim. Isso traz uma série de vantagens, como áudio de alta definição e terminação quase instantânea das ligações. Em comparação com serviços de voz sobre IP, a principal vantagem é o usuário manter o seu número telefônico e poder realizar as chamadas a partir do discador padrão do seu smartphone, sem a necessidade de instalação de um app.

"O serviço de voz sobre LTE possui alguns diferenciadores que, em geral, podem aumentar em muito a qualidade de experiência do cliente, a começar pela qualidade de voz entregue em alta definição por codecs como o AMR-WB ou EVS, mais resilientes a problemas de capacidade e desempenho das redes, e que também incluem algoritmos de detecção de voz e filtro de ruído. O tempo de estabelecimento de uma chamada VoLTE é quase instantâneo, ou muito inferior ao tempo de estabelecimento de uma chamada de voz em redes 3G", descreve Luiz Cesar.

Modelo de negócios

O executivo não acredita que as teles vão cobrar a mais pelas chamadas de VoLTE. Elas serão um atrativo a mais para migrar os clientes para as redes 4G, que continuarão pagando pelo minuto de voz o mesmo preço que pagam atualmente. O retorno do investimento para as teles virá de outras formas, como a possibilidade de reaproveitar o espectro de 2G e 3G; os ganhos de eficiência espectral do 4G; a redução de churn, por conta da melhoria da experiência do usuário; e a possibilidade de criação de novos serviços a partir do core IMS, como vídeo-chamadas.

Testes

Antes de lançarem comercialmente o serviço de VoLTE, as operadoras precisarão testá-lo rigorosamente. A Viavi é uma das empresas que oferece a realização desses testes. O executivo descreve da seguinte forma a atuação da companhia: "A Viavi possui um portfólio completo de soluções para testes e garantia de serviço VoLTE, desde analisadores de radiofrequência portáteis utilizados na instalação e manutenção dos sites em campo, sistemas de drive e walk-test e testadores de fibra e transporte (IP), até sistemas centralizados de monitoramento para garantia de qualidade e experiência de cliente, incluindo geolocalização. Todos os testes em uma rede tradicional 4G/LTE para dados são aplicáveis a VoLTE, com a adição de testes específicos para voz e novos elementos como: novos terminais, codecs, agentes e elementos de rede IMS, bearers de rádio e sinalização etc."

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Matheus Dilon disse:

    A coisa mais comum é sairmos das ruas, entrarmos em algum estabelecimento e sairmos da rede 4G. Será que ainda está na hora do VoLTE? Se não for bem feito irá causar má impressão para os consumidores…

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