Frente Parlamentar para Cidades Inteligentes começa a ser articulada

Ainda sem carácter oficial, foi lançada durante a Futurecom a proposta de uma Frente Parlamentar Mista de Apoio às Cidades Inteligentes, que será apresentada formalmente em Brasília no mês de novembro. Trata-se de um grupo de senadores e deputados federais que deverá discutir com empresas e entidades os próximos passos para a implementação de regras e tecnologias destinados às cidades inteligentes, como afirma o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP).

O grupo contará também com o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), líder do governo no Senado Federal, além de representantes de empresas, entidades e ministérios como Abinee, Caixa Econômica Federal, Instituto Cesar, Sinditelebrasil, Instituto Smart Cities Business, Anatel, Inatel, USP, Ministério da Indústria e Comércio e o Ministério das Telecomunicações.

O deputado Lippi explica que o intuito é organizar as discussões sobre o assunto. O grupo já definiu as quatro primeiras regras que pretendem trabalhar: fortificar a COSIP (contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública) que permite realocar recursos das taxas de iluminação pública para investimento em postes inteligentes; desonerar sensores na taxação de serviço; ampliar as PPPs (Parcerias Público-Privadas) para pequenas cidades; e discutir a criação de um sistema para interoperabilidade entre munícipios.

O coordenador de Internet das Coisas da Abinee, Francisco Soares, defendeu que as empresas tenham "vantagens" no desenvolvimento de  projetos em IoT. Para Carlos Duprat, diretor da câmara de projetos de ação sindical da Sinditelbrasil,  o papel das operadoras de telefonia no projeto será de "liderança". Ele acredita que para as cidades inteligentes o desenvolvimento das redes é um desafio a ser alcançado. "A questão da conectividade preocupa, pois as empresas ainda não estão prontas", explica Duprat. "Em 25 anos, nós não conseguimos cobrir todo o Brasil".

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