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Estratégia
CEO da Ericsson mostra otimismo com desempenho da empresa no Brasil
quarta-feira, 27 de setembro de 2017 , 19h16

Enquanto passa por um momento difícil no resto do mundo, o desempenho da Ericsson no Brasil "é um crescimento muito bom" e com perspectiva positiva para este ano. Esta é a avaliação do novo CEO da companhia sueca, Börje Ekholm, que esteve em São Paulo nesta quarta-feira, 27, para visita à sede brasileira. O otimismo acontece porque a unidade deverá continuar a apresentar números positivos, como já o fez no segundo trimestre deste ano. "O Brasil tem sido um ponto luminoso, tem crescimento e é um dos mercados mais importantes", declarou ele em entrevista coletiva.

Mesmo com os desafios da decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC), que deverá altera a Lei da Informática no Brasil e o processo produtivo nacional, o executivo se mostra otimista também com o cenário da unidade brasileira da companhia. "É difícil especular, acho que as regras podem ter um grande impacto na produção no Brasil, e companhias globais têm de olhar para o footprint e ver onde pode otimizar", diz. Ele acredita que podem haver consequências "no nível econômico", mas entende que haveria outras formas, como subsídios ou desonerações.

Por outro lado, entende que o futuro dos negócios está no software, e não apenas no hardware. "Essa é a oportunidade na qual o Brasil pode criar algumas coisas boas em pesquisa e desenvolvimento", avalia. Mas não significa que a planta em São José dos Campos (SP) iria mudar da noite para o dia. Tanto que a empresa anunciou também nesta quarta-feira o início da produção do rádio NGR 4415, da família do Ericsson Radio System, (com suporte a GSM, WCDMA e LTE e primeiro rádio fabricado no Brasil com funcionalidade de múltiplas entradas e saídas – MIMO).

"O crescimento é muito bom, e nas três áreas que estamos investindo mais são onde os operadores brasileiros estão investindo para o futuro", declara o diretor de mercado para a área da Europa e América Latina da Ericsson, Arun Bansal, citando os segmentos de redes, serviços digitais e serviços gerenciados. Ele enxerga que as teles estão investindo na transformação digital, o que casa com o portfólio de OSS/BSS da fornecedora. Além disso, estão os investimentos em hardware "prontos para 5G", visando futuras atualizações uma vez que as redes de nova geração possam ser ligadas comercialmente. Bansal explica que a padronização dos equipamentos de infraestrutura já está pronta, e que por isso podem comercializar visando esse futuro upgrade. E também a virtualização da rede é um foco no mercado nacional. "Quase todos os operadores estão investindo nisso", diz.

De fato, o crescimento no mercado brasileiro anima o presidente da companhia, que diz estar orgulhoso dos números, apesar de não poder apresentá-los de forma aberta ao mercado. Ele ressalta que "O Brasil é um país grande, é desenvolvido, é um dos mercados alvo para a Ericsson", explica Börje Ekholm. "Não é só porque é um período difícil (que vamos sair), pensamos em longo prazo", finaliza.

Parte do plano

A empresa está implantando um plano de reestruturação que afeta sobretudo a área de entrega de serviços, onde Ekholm vê maiores oportunidades de reduzir custos e melhorar eficiência. Por essa área ser naturalmente mais localizada, os planos da fornecedora sueca são de abordar cada país em seu tempo, uma vez que a área de entrega de serviços é, por natureza, local. Segundo conta o presidente da Ericsson Brasil, Eduardo Ricotta, as atividades e os negócios no País estão crescendo e há alguma redução na quantidade de funcionários em virtude de encerramento de contratos, embora haja contratações em outras áreas. "Estamos reduzindo no total, mas nas vendas, estamos crescendo. É apenas o mix que está mudando", declara. 

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