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Análise
LTE chega a mais de 3 mil cidades em agosto e impulsiona avanço da base
sexta-feira, 06 de outubro de 2017 , 18h12

Ao interromper uma série de oito meses seguidos de queda, o mercado brasileiro de telefonia móvel tem basicamente apenas uma tecnologia em expansão: o LTE. Tanto que nesta sexta-feira, 6, a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) informou que a quarta geração já está disponível em 3.039 cidades brasileiras, cobrindo 88% da população. Comparado com 2016, o aumento foi de cinco vezes – em agosto do ano passado, eram apenas 569 municípios, ou 58% da população.

Grande responsável pelo avanço foi a liberação da faixa de 700 MHz em cidades onde já ocorreu o switch-off da TV analógica, além dos municípios onde o cronograma foi adiantado após a Anatel constatar não haver risco de interferência. Há também, por iniciativa das próprias teles, locais onde o LTE ficou disponível por meio de refarming da faixa de 1.800 MHz. Sem contar as regiões onde as empresas oferecem LTE-Advanced com a agregação de portadoras das diferentes frequências.

No ritmo

O avanço na cobertura se traduz em números da base. Em agosto, o crescimento mensal foi de 5,22% (4,390 milhões de adições líquidas) em 4G, correspondendo a 88,503 milhões de acessos. Em 12 meses, o aumento foi de 90,96%. Além dos acessos máquina-a-máquina (M2M), o LTE é a única tecnologia que mostra evolução no mercado brasileiro, ao ponto de até compensar as quedas em 3G e 2G. Nesse ritmo, a previsão de que os acessos de quarta geração ultrapassarão o WCDMA em outubro (tornando-se a tecnologia dominante do País) deverá ser confirmada.

Na briga pelo mercado, a Vivo continua na liderança (com 33,90% de share) ao ser a primeira a ultrapassar a barreira de 30 milhões de acessos em agosto, após um crescimento mensal de 3,34% e anual de 81,73%. O avanço no mês e no ano da Claro foi de 4,75% e 120,68%, respectivamente. Entretanto, a companhia detém 22,02% do mercado (com 19,486 milhões de linhas), ficando atrás da TIM, que conta com 27,21% e 24,084 milhões de conexões (aumento de 3,50% e 27,21%). O maior crescimento mensal foi da Oi, com 14,09%, totalizando 13,869 milhões de acessos e 15,67% de participação. A Nextel voltou a apresentar adições no período (1%) e fechou o mês com 1,061 milhão de acessos.

Já a 3G continua amargando mais queda. Foram 2,821 milhões de desligamentos somente entre julho e agosto, fazendo com que a base tenha encolhido 2,79% e fechado o período com 98,441 milhões de acessos. No ano, a queda já é de 26,60% (ou 35,666 milhões de desconexões). Quem mais perdeu no mês foi a Oi (queda de 4,43%), mas todas as operadoras – exceto a Nextel, que teve aumento de 1,21% – reduziram a base WCDMA.

Um fato curioso é o CDMA, que ainda persiste com 539 acessos em agosto. Porém, com a redução de 59,28% no ano, há indícios de que a tecnologia poderá enfim descansar em paz em 2018.

Menos pré, mais pós

Outro fenômeno que continuou em agosto foi a redução do pré-pago. Com menos 753,5 mil (recuo de 0,47%), esse segmento fechou o mês com 158,482 mil acessos, o que ainda representa 65,44% do total. Em 12 meses, a redução é de 10,05%. Enquanto isso, o pós-pago cresceu 1,10% no mês e 10,27% no ano, ficando com 83,684 milhões de linhas, ou 34,56% de toda a base. O crescimento em relação a agosto de 2016 é de 4,46 pontos percentuais.

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