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BrT avalia iG em US$ 137,3 milhões ao comprar a empresa
terça-feira, 18 de Maio de 2004 , 20h04 | POR REDAÇÃO

A Brasil Telecom S.A. (BrT) e sua holding Brasil Telecom Participações S.A. (BTP) comunicaram à CVM nesta terça, dia 18, que obtiveram dos acionistas do iG a aceitação da oferta da BrT pela compra de suas participações, com e sem direito a voto, equivalentes a 63% do capital social do provedor. Os rumores sobre a operação vinham desde o final do ano passado. Mais recentemente, falou-se que a operação estaria concretizada, faltando apenas a compra da participação pertencente aos sócios da Telemar, GP Holdings e Andrade Gutierrez, o que foi feito agora. Neste caso, segundo informou a Telemar, foram vendidas 6.791.217 as ações detidas no IG,
representando 17,6% do capital social do provedor, pelo valor total equivalente a US$ 17,5 milhões. A empresa informa ainda que a operação deverá resultar em um lucro contábil aproximado de R$ 6 milhões.
O comunicado relaciona, além de GP e Andrade Gutierrez, os seguintes acionistas que aceitaram vender seus papéis no iG: Global Internet Investments; Digital Network Investments Ltd.; Infinity Trading Ltd.; NG9 Internet Investments; Blue Star I, LLC; TH Lee Putnam Parallel Ventures, LP; TH Lee Putnam Ventures, LP; THLi Coinvestments Partners, LLC; UBS Capital Americas III, LP; UBS Capital Americas Nominees B.V.; Ideas & Solutions; Al Nahda Investment, Dunial Khazal Company, e administradores da companhia. Note que há, entre as empresas, pelo menos uma diretamente ligada ao próprio Opportunity, o fundo NG9.
As ações, segundo o comunicado, custaram à BrT e BTP US$ 100,752 milhões, o que implica um valor de US$ 137,7 milhões para 100% das ações do iG. É um dos valores mais elevados pagos por uma empresa de Internet desde o fim da bolha.
O iG, segundo as compradoras, possui, em caixa, aproximadamente US$ 16 milhões. Adicionada a participação de 9,45% detida pela BTP, as duas companhias juntas deterão 72,45% do capital do provedor de Internet. Por fim, as empresas informam que o negócio, para ser concretizado, depende ainda de due dilligence e da negociação de contratos definitivos.

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