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Estratégia
WeDo Technologies volta a procurar ativos para aquisições ou fusão
quinta-feira, 19 de outubro de 2017 , 20h22 | POR BRUNO DO AMARAL, DE MIAMI, A CONVITE DA WEDO TECHNOLOGIES

A WeDo Technologies está ativamente buscando opções para crescer em segurança. Após uma série de aquisições recentes nos Estados Unidos, a fornecedora de soluções de revenue assurance e gestão de risco para empresas de telecomunicações pretende adquirir experiência profissional na área, especialmente tendo em vista novas oportunidades com futuras tecnologias como 5G e Internet das Coisas (IoT). Segundo o CEO da empresa, Rui Paiva, especificamente buscam ativos que tratam de IP e sinalização. "Nesse negócio, metade é sinalização e outra são dados, e tem tudo a ver com IP. Como a parte dos registros e chamadas é o nosso negócio, (a intenção é) cobrir tudo que origine informação", afirmou.

A abordagem que a companhia fará ainda está sendo estudada. "Estamos olhando esse mercado e vendo se faz sentido fazer parcerias ou fundir com outras empresas", disse ele em coletiva de imprensa durante o evento Worldwide User Group, organizado pela companhia em Miami, Estados Unidos, nesta semana. O preço determinará se haveria uma oferta de aquisição ou uma proposta de fusão. "Pode juntar as duas empresas, mas aí tem de convencer o outro lado", ressalta.

O executivo explica que buscar o crescimento inorgânico é uma forma mais fácil e rápida para a WeDo Technologies conseguir a experiência nessa área. "Há muito poucos técnicos com esse conhecimento, então tem que buscar, porque construir consome muito tempo", diz.

Paiva afirma não haver nenhuma empresa em particular no Brasil no momento. "Por acaso, são todas europeias." Vale lembrar que a companhia adquiriu em 2007 a brasileira Tecnológica Telecomunicações, que também oferecia soluções de garantia de receita, sistema de testes de ligações (Test Call Generator) e outro para realização de pesquisas em CDRs.

Transformação digital

A fornecedora enxerga oportunidades de crescimento com a onda de transformação digital das empresas de telecomunicações. Porém, Rui Paiva criticou o processo de digitalização que as operadoras brasileiras apresentam atualmente. Como contam com redução de margem – ao mesmo tempo que sofrem pressões para aumentar a eficiência -, ainda é necessário evoluir. "Eles têm que deixar de fazer tudo aquilo (de atendimento ao consumidor) e colocam para o usuário, aí chamam isso de digitalização, como o processo de ativação", comentou. "Vamos trabalhar com eles e ver o que estão fazendo, onde os vazamentos (de fluxo de receita) estão acontecendo", completou.

Não que a transformação digital e o contexto de novas tecnologias seja algo definitivo. Paiva explica que em Internet das Coisas, por exemplo, o momento é de transição e ainda não há clara definição de toda a cadeia de negócios. "Não sei quem é o cliente, se é a Tesla ou a Coca-Cola." No caso das teles, o executivo diz ainda não enxergar um modelo por conta do custo da conexão em queda – especialmente para as empresas que se comportarem como meros tubos (dumb pipes). "Vemos muito movimento sobre quem vai ser o agregador, como a Tesla, ou operadores querendo conseguir um pedaço, mas também casos como a Apple ou empresas de energia com smart metering. A questão é como o negócio se escala para a gente", completou o diretor-executivo de marketing e estratégia da WeDo, Bernardo Lucas.

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