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Estratégia
Oi investe em big data para alavancar segmento corporativo
segunda-feira, 28 de agosto de 2017 , 19h32

Como parte da estratégia de recuperar o desempenho no setor corporativo, a Oi anunciou nesta segunda, 28, novo portfólio focado em big data para o mercado B2B. Com os novos produtos, a companhia focou nas verticais varejo, utilities e setor público, oferecendo soluções de analytycs e de geocorder (georreferência).

A primeira plataforma utiliza informações geradas pela própria atividade da empresa para fornecer análises. Uma vez processadas no big data da empresa, cria-se algoritmos próprios para ajudar os negócios dos clientes com tendências. Para o varejo, permite visualizar ponto de venda; analisar fluxo populacional por região, dia e hora; e definir mix de produtos dentro das lojas. Para Utilities, por outro lado, permite identificar quedas de energia em tempo real através de sensores na rede da Oi. No caso de governos, permite otimizar transportes públicos.

O geocoder transforma endereços em coordenadas para uso GPS, ajudando o analytics a transformar informações de uma tabela ou de banco de dados de um cliente em dados espaciais, com localização exata. Segundo a Oi, esses dados podem assim ser trabalhados em plataformas específicas, gerando segurança da informação, qualidade e redução de custos.

Impacto

A estratégia da Oi em oferecer soluções corporativas visa ajudar a empresa na otimização operacional na atual fase de recuperação judicial. Segundo dados do último balanço financeiro da operadora, referente ao segundo trimestre, a receita líquida de negócios B2B caiu 15% no período, totalizando R$ 1,627 bilhão; e 16,4% no semestre, total de R$ 3,330 bilhões. O segmento, que corresponde a 28,4% do total da receita líquida de serviços da companhia, foi o que apresentou maior redução. 

Durante a teleconferência dos resultados, a diretora de B2B da Oi, Cátia Tokoro, explicou que o impacto na área tem relação profunda com a crise macroeconômica. "Em B2B não é diferente, com fechamento de estabelecimentos, a gente acaba tendo churn também pela redução da atividade", declarou. A base B2B da empresa era de 6,501 milhões de unidades geradoras de receita, uma queda de 2,4% comparada ao ano anterior. A maior parte é de banda larga – 3,696 milhões, mas com recuo de 3,5% -, enquanto a móvel fechou o semestre estável, com 2,251 milhões de UGRs.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Roberval Bacha disse:

    É com satisfação que leio esta notícia, pois quando trabalhei na antiga Telemig/Telemar, tínhamos o maior banco de dados de imóveis geoprocessados do país.

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