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Política
Genoino quer aperfeiçoar modelo de agências
sexta-feira, 27 de junho de 2003 , 16h10 | POR REDAÇÃO

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Genoino, evitou responder qualquer questão relativa ao relacionamento entre a Anatel e o governo, especificamente o ministro Miro Teixeira, justificando com seu papel de presidente do partido do governo e não membro do governo. De qualquer maneira, o ex-deputado disse nesta sexta, 27, que o modelo de agências reguladoras deve ser mantido, mas precisa ser aperfeiçoado especialmente em dois sentidos: na prestação de contas ao Congresso Nacional (o que não está previsto de forma específica) e na necessidade de estabelecer parâmetros mais claros para os reajustes dos serviços regulados.
O presidente do PT afirmou que esta posição vem sendo defendida pelo partido desde a criação da Anatel, Aneel e ANP. Nas palavras de Genoino, estas questões devem ser discutidas de maneira pública e com toda a sociedade. Só que, na visão do dirigente partidário, a questão não será discutida agora, mesmo com o episódio das divergências entre governo e Anatel na questão do reajuste da telefonia fixa, na medida em que as prioridades absolutas do governo são as reformas tributária e da previdência.

Garantia para os investidores

O presidente do PT afirmou que a tensão relativa ao reajuste da telefonia fixa vem mostrar que o Brasil é um país confiável para os investidores estrangeiros porque o PT vem governando o país levando em conta as leis e os contratos e ainda a realidade encontrada pelo novo governo: ?o processo de mudança é gradual e será feito sem pressa, mas será feito?. Genoino lembrou que a prestação dos serviços privatizados é privada e o governo pretende continuar mantendo as empresas privadas como parceiras nestes setores: ?não queremos desestabilizar nossa parceria com as empresas privadas porque as prioridades dos investimentos estatais são para outras áreas. Nosso objetivo é um processo negociado, mudar o regramento da relação estratégica entre o setor público e o setor privado?, disse Genoíno.

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