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IBC 2017
TV paga segue crescendo no mundo, mas sofrerá forte impacto do SVOD nos mercados consolidados
quinta-feira, 14 de setembro de 2017 , 19h56 | POR FERNANDO LAUTERJUNG, DE AMSTERDÃ

O serviço de vídeo sob demanda por assinatura conquistou uma base de um quarto de bilhão de assinantes em apenas dez anos de existência. A expectativa é que, nos mercados mais relevantes, essa categoria de serviço leve à queda substancial da base da TV por assinatura. No entanto, os players do serviço já consolidado devem conquistar uma fatia da base de OTT. Richard Broughton, diretor de pesquisa da Ampere Analysis, apresentou alguns dados sobre o desenvolvimento do novo serviço e seu impacto nos serviços tradicionais no primeiro dia do congresso do IBC 2017, que acontece em Amsterdã até o dia 19.

A base global do serviço de SVOD chegou a 230 milhões em 2016 e deve crescer para quase 530 milhões até 2021. A base global do serviço de TV por assinatura também deve crescer, de acordo com os dados apresentados, saltando de 920 milhões em 2016 para um pouco mais de 1 bilhão em 2021. O problema está nos mercados onde o serviço de pay-tv já está consolidado. A expectativa de Broughton é que a base total dos assinantes de TV nos Estados Unidos, incluindo operadoras e operadoras virtuais (como o serviço DirecTV Now, por exemplo) caia, até o final de 2021, ao mesmo nível de 2004. No mercado europeu, a expectativa é que o declínio seja menos acentuado, mas com impacto semelhante na margem de lucro das operadoras.

No mercado global, a Netflix tem 47% de participação no SVOD, bem à frente da Amazon, que está em segundo lugar com 19%, e do Hulu, que conta com 8% dos assinantes. Embora haja uma grande concentração, com três serviços recebendo quase 75% do gasto com o serviço OTT, é possível ser otimista com relação à participação de serviços das programadoras que ainda tem participação pequena. De acordo com o executivo, os consumidores estão cada vez mais dispostos a pagar por múltiplos serviços. Hoje, também no mercado americano, 40% pagam tanto por um serviço de OTT quanto por TV por assinatura. Há dois anos, apenas 24% pagavam por mais de um serviço de vídeo.

A migração dos investimentos de licenciamento em conteúdo para aquisição de conteúdo original, com a subsequente redução no tamanho do acervo dos serviços de SVOD também apontam à tendência de assinatura de múltiplos serviços.

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