TIM volta a apresentar queda de receita no trimestre, mas cresce na receita "inovativa"

A receita líquida total da TIM caiu 5,3% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme balanço divulgado nesta segunda, 31, totalizando R$ 3,899 bilhões no terceiro trimestre. No acumulado de nove meses, a receita líquida caiu 11,2%, totalizando R$ 11,574 bilhões. A receita líquida de serviços móveis caiu 3%, ficando em R$ 3,503 bilhões. No acumulado, foi de R$ 10,328 bilhões, uma queda de 6,4%. A boa notícia foi o aumento da receita chamada de "inovativa", que ficou em R$ 1,45 bilhão, ou 19,8% de aumento na comparação anual.  Na soma de janeiro a setembro, foi de R$ 4,142 bilhões, avanço de 21,5%. Considerando serviços de valor agregado (SVA) como todo, foram de R$ 1,603 bilhão (aumento de 13,9%) e de R$ 4,593 bilhões (aumento de 12,7%).

As receitas do negócio fixo avançaram 10,2% no trimestre, ficando em R$ 187 milhões, enquanto no acumulado ficaram em R$ 551 milhões, aumento de 13,1%. As demais, mostraram quedas de dois dígitos: 12,2% em serviços tradicionais, 28,4% em tráfego entrante (interconexão, total de R$ 254 milhões) e 37% em aparelhos (R$ 210 milhões).

A companhia afirma que a participação de SVA sobre a receita líquida de serviços móveis avançou de 38,9% para 45,8%, confirmando a importância cada vez maior dos dados para empresa. A empresa afirma que a recuperação da receita será conseguida com aumento do mix de pós-pago, maior penetração dos serviços de dados, melhora das condições da macroeconomia e de um ambiente "mais racional". A receita média por usuário (ARPU) ficou em R$ 18,40, aumento de 12% em relação ao mesmo período de 2015. Enquanto a ARPU sainte aumentou 16% e ficou em R$ 17,10, a entrante caiu 19% e ficou em R$ 1,30.

Lucro

O lucro líquido reportado da TIM caiu 48,7% no trimestre e totalizou R$ 184 milhões, de acordo com o balanço financeiro da empresa divulgado na noite desta segunda-feira, 31. Considerando o acumulado do período de janeiro a setembro, o lucro líquido caiu 76,1%, encerrando com R$ 386 milhões. Considerando o lucro normalizado em função das despesas com infraestrutura de torres, o lucro líquido seria de R$ 200 milhões no trimestre, um aumento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O EBTIDA caiu 18,1% e 28,8% no trimestre e no acumulado dos nove primeiros meses do ano, totalizando R$ 1,279 bilhão e R$ 3,641 bilhões, respectivamente. A margem EBITDA caiu 5,2 pontos percentuais (p.p.): 32,8%. Na soma dos três trimestres, foi de 7,8 p.p., ficando em 31,5%. A companhia lembra, contudo, que o EBTIDA normalizado, que exclui efeitos da terceirização de call center em 2016 e impacto da venda de torres no terceiro trimestre de 2015, a empresa mostrou crescimento de 0,5% no trimestre no EBITDA, para R$ 1,303 bilhão. Ainda assim, nos nove meses, a queda foi de 6,6% (R$ 3,669 bilhões).

Organizacional

O Capex da companhia caiu 14,3% no acumulado de nove meses, totalizando R$ 2,807 bilhões. Mas a empresa destaca que a proporção da 4G sobre o Capex de tecnologia avançou de 21% em setembro de 2015 para 45% em 2016. Considerando somente o terceiro trimestre, o Capex foi de R$ 1,122 bilhão, queda de 4%.

A companhia destaca que fechou o período com 2.084 cidades cobertas com 3G, planejando chegar a 2.800 ao final do ano. O número de sites disponíveis com a tecnologia é de 13.302. Já para LTE, a empresa chegou a 746 cidades no trimestre, estimando mais de mil no final de 2016. A operadora contava com 9.858 sites 4G no período. A TIM ressalta que o avanço na cobertura foi graças ao refarming de 1,8 GHz, mas estimando maior crescimento com a liberação da faixa de 700 MHz.

A TIM afirma ter registrado economia total nos nove meses de R$ 836 milhões – o previsto para o triênio 2016-2018 é um total de R$ 1,7 bilhão. Os custos envolvem a terceirização de dois call centers, em Curitiba e Recife, resultando na demissão de 1,8 mil pessoas. No total, o quadro de colaboradores da empresa caiu 24,2% no ano, totalizando 9.953 funcionários. Assim, custos normalizados de pessoal caíram 10,6% no trimestre, total de R$ 226 milhões. No total, os custos reportados de operação aumentaram 2,6%, totalizando R$ 2,620 bilhões.

A dívida bruta da companhia totalizou R$ 7,681 bilhões ao final de setembro, enquanto a dívida líquida foi de R$ 3,455 bilhões. A relação dívida líquida/EBTIDA chegou a 0,68x no 3T16.

Operacional

A TIM fechou setembro com um total de 63,2 milhões de linhas, queda de 12,9% devido às desconexões do pré-pago – considerando somente o último trimestre, foram 2,565 milhões de desligamentos, total de 49 milhões. No pós pago, avançou 1,239 milhões no trimestre, ficando em 14,2 milhões de linhas.

A base 3G contava com 33,6 milhões de acessos em setembro, queda de 17,5%. A base 4G chegou a 13,7 milhões, aumento de 170%. A penetração de smartphones atingiu 71% da base total em agosto, aumento de 0,86 p.p. em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Os usuários únicos de dados atingiram 31,9 milhões, aumento de 2,2%. Assim, a proporção de usuários de dados em relação à base total chegou a 50,5%, contra 43,1% no 3T15.

Na banda larga fixa, a TIM chegou a 300 mil clientes (50% de avanço). A operadora afirma ter chegado a 2,1 milhões de homes passed, com cerca de 3 mil MSANs instalados.

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