Controladora da TIM avança negociações para rede fixa única na Itália

A Telecom Italia anunciou nesta segunda-feira, 31, a assinatura de uma carta de intenções para a criação de uma rede fixa única no território italiano ao lado da Open Fiber. Ao mesmo tempo, a controladora da TIM também acertou a venda de participação minoritária de sua rede fixa ao fundo de investimentos KKR, visando a adoção de um modelo neutro.

Os dois movimentos foram aprovados em reunião do conselho de administração da empresa nesta segunda-feira. O desfecho para as negociações esteve cercado de expectativas: no começo de agosto, a Telecom Italia estendeu por um mês a análise da proposta do KKR após nova investida do governo italiano, que deseja uma integração das redes fixas da empresa com a Open Fiber para a criação de uma infraestrutura única nacional.

Em comunicado, a Telecom Italia sinalizou que chegou a um acordo para seguir com as duas estratégias. Assim, o novo veículo de rede neutra a ser criado ao lado do KKR (chamado de FiberCop) foi classificado pela empresa como o "primeiro passo" rumo à rede fixa nacional.

Com o acordo, a Telecom Italia receberá 1,8 bilhão de euros do KKR por uma fatia de 37,5% da FiberCop, mantendo 58% (a operadora FastWeb detém os outros 4,5%). A nova empresa de rede neutras vai reunir a infraestrutura passiva de última milha da Telecom italia (em fibra ótica ou cobre) e a rede de fibra da FlashFiber (controlada pela TIM e a FastWeb).

A proposta é ampliar a cobertura para domicílios não atendidos a partir de um modelo de coinvestimentos. No último dia 27, a Telecom Italia revelou que um memorando de entendimento (MoU) com a operadora italiana Tiscali foi assinado para que esta seja parceira comercial na FiberCop.

Governo

Segundo o comunicado, é a FiberCop que entrará em fusão com a Open Fiber caso a estratégia de rede única do governo italiano prospere. Neste caso, partes da rede primária da Telecom Italia também devem ser envolvidas na formação da chamada AcessCo.

A assinatura da carta de intenções para o negócio ocorreu ao lado do CDPE, o braço de equity da Cassa Depositi e Prestiti (CDP); o banco público é controlador da Open Fiber junto à também estatal Enel. As partes também sinalizaram avanços em um modelo de governança para a AcessCo, que tem sido o ponto crítico nas negociações.

Pelos termos do acordo, a TIM terá pelo menos 50,1% da nova empresa; já a independência da AcessCo seria garantida por um mecanismo de governança compartilhada com o CDPE. Uma diligência prévia (due dilligence) dupla deve ocorrer a fim de determinar os valores dos ativos a serem transferidos para a AccessCo e as respectivas participações na empresa.

Prazos

O processo de diligência prévia deve se estender até o final do ano, com o objetivo de chegar a um acordo de fusão até o final do primeiro trimestre de 2021, "no mais tardar". No mesmo trimestre, a Telecom Italia também espera ter as aprovações e concluir o negócio com o KKR.

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