Desafio da RNP é conectar 4 milhões de pesquisadores em todo o Brasil

Com um backbone que cobre mais de 2 mil km com rede de fibra ótica, 27 pontos de presença (PoPs) e 44 redes metropolitanas nas capitais e nas principais cidades do interior, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) conecta hoje mais de 400 instituições consorciadas e 60 organizações parceiras. De acordo com o diretor adjunto de gestão de soluções da RNP, Gorgonio Araújo, o grande desafio hoje reside nas malhas de ramificação regional a partir dos PoPs interligando as instituições usuárias com ultima milha. "Temos 400 organizações de pesquisa no Brasil que têm pós-graduação. São mais de 4 mil programas de pós-graduação que reúnem mais de 4 milhões de pesquisadores. É um grande desafio porque somos muito menores do que qualquer um desses números e a única forma de chegar lá é através de colaboração e parcerias", diz.

Uma das formas de colaboração a que Araújo se refere é o swap de fibra com operadoras de telecom. A RNP é dona da infraestrutura de 42 das suas 44 redes metropolitanas, além de ter trechos próprios do backbone de fibra, como a ligação com do RS com a rede de pesquisa na Argentina. "Também fazemos parte do Amazônia Conectada, junto com Telebras, o governo do Amazonas e os ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia e Comunicação, que levará fibra por sete hidrovias até as regiões de fronteira. Essa rede conectará instituições de ensino e pesquisa, mas poderá interessar operadoras para swap em troca de capilaridade em áreas metropolitanas", exemplifica.

O Amazônia Conectada pretende implantar quase oito mil quilômetros de cabos subfluviais e conectar 52 municípios por meio de rotas utilizando o leito dos principais rios da região, como Solimões, Negro, Madeira, Juruá, Purus e Japurá para prestação de vários serviços à população ribeirinha, incluindo ainda órgãos públicos, unidades de ensino, organizações militares, entre outros.

Gigatização

A meta da RNP para o biênio 2015-2016 é ligar todas as instituições com pelo menos 100 Mbps na ponta e dar 1 Gbps de velocidade em todas as sedes. "Para isso estamos rumando até 2016 para a 'gigatização' do nosso backbone para ter velocidades mais altas, melhor disponibilidade e passar a prover serviços de missão crítica", disse Araújo, que participou de painel durante o primeiro dia do 59o Painel Telebrasil, que acontece até esta terça-feira, em Brasília.

Além disso, a RNP trabalha também para incorporar o desenvolvimento de novas tecnologias, como de redes definidas por software (SDN), redes auto-organizáveis (SON) e aplicações em nuvem.

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