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TIM lucra R$ 638 milhões no segundo trimestre, alta de 104%

TIM (Foto: Divulgação)

A TIM reportou na noite desta segunda-feira, 31, resultados financeiros do segundo trimestre de 2023 indicando salto de 104% no lucro normalizado do período, para R$ 638 milhões. Considerando o primeiro semestre, o lucro da companhia cresceu 47% (para R$ 1,075 bilhão).

Os números avançaram na esteira de uma alta, no segundo trimestre, de 9,2% na receita normalizada do grupo – para R$ 5,863 bilhões apurados no período entre abril e junho. Já no semestre, a TIM registra R$ 11,544 bilhões em faturamento, ou alta de 14,4%, segundo balanço.

As cifras são influenciadas por performance classificada como robusta pela companhia, sobretudo no segmento móvel – onde a TIM gera a maior parte de seu faturamento. A receita de serviços móveis da empresa cresceu 9,7% no segundo trimestre, atingindo R$ 5,372 bilhões. Destes, R$ 4,978 bilhões foram gerados por assinantes da telefonia móvel (+10,2%),

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Neste caso, avanços foram constatados tanto no pré-pago (alta de 11,8% na receita) quanto no pós-pago (+10,5%), apesar da queda de 11% na base de assinantes da TIM em um ano por conta de limpeza da base oriunda da Oi Móvel. A explicação para a melhora financeira seria abordagem estratégica “com foco na geração de valor”, o que incluiu reajustes de preços, incentivo à migração para planos mais altos e crescimento nas recargas entre usuários pré.

Dessa forma, a receita média por usuário (ARPU) no pré-pago teria atingido R$ 14,3 no segundo trimestre – ou alta de 13% em um ano. No pós-pago o ARPU foi de R$ 43,1 (+16%), chegando em R$ 51,8 reais se considerados apenas acessos “humanos” (excluindo M2M). Os números foram descritos pela TIM como os maiores ARPUs já registrados na operação, convergindo para um média de R$ 29,2 (+13%) no consolidado do ARPU pré e pós-pago.

“Começamos a ver os primeiros sinais de evolução na percepção dos clientes, com as taxas de desconexão dos clientes pós-pago em níveis baixos e com níveis de inadimplência reduzindo”, avaliou a operadora, ao destacar os valores da operação móvel. A TIM tinha em junho 61,2 milhões de acessos ativos, sendo 26,6 milhões pós-pagos e 34,6 milhões, pré-pagos.

Fixo

Já o segmento fixo da TIM gerou R$ 323 milhões em receitas, em alta de 6,5%. Do total, R$ 217 milhões foram oriundos do TIM UltraFibra, oferta de banda larga fixa da operadora de telecom. Neste caso, o salto na receita foi de 10,1%, com ARPU de R$ 94,8 milhões entre os assinantes fixos (+3,7%). A empresa tem lançado o serviço em novas regiões, inclusive com ajuda de redes neutras.

Investimentos

Os investimentos da TIM recuaram 11,8% no segundo trimestre, para R$ 926 milhões. No semestre, o recuo é de 6,9% (R$ 2,214 bilhões). A explicação para as quedas seria que investimentos alocados em rede em 2022 foram maiores a fim de preparar a infraestrutura para a chegada de clientes oriundos da Oi, além dos primeiros investimentos 5G. No trimestre, o capex da operadora ficou em 15,8% da receita líquida.

Ebitda

O Ebitda normalizado da TIM totalizou R$ 2,914 bilhões, em expansão de 17,2% alavancado pela receita de serviços e por maior controle de custos no segundo trimestre. A margem Ebitda normalizada atingiu 49,7%, considerado um “patamar histórico” pela operadora. Segundo a tele, impactos financeiros do descomissionamento de sites da Oi também começaram a ser sentidos.

Ainda no segundo trimestre, a operadora registrou fluxo de caixa operacional livre de R$ 529 milhões, ou uma melhora de R$ 1 bilhão frente ao segundo trimestre de 2022. O salto foi consequência do crescimento no Ebitda menos investimentos, entre outros fatores. No semestre o indicador marca R$ 319 milhões, após valor negativo no primeiro trimestre.

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