Déficit comercial do setor eletroeletrônico atinge US$ 15 bi no primeiro semestre

O déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 14,96 bilhões no primeiro semestre, cifra 15% abaixo do registrado no igual período de 2014, quando totalizou US$ 17,58 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Segundo o levantamento, desde junho de 2014, o déficit da balança do setor, no acumulado do ano, começou a registrar resultados abaixo dos apontados nos mesmos períodos do ano anterior. Este comportamento ocorreu em razão da queda das importações que vem sendo verificada desde o ano passado.

As importações somaram US$ 17,8 bilhões, no acumulado de janeiro a junho, 14,9% abaixo do volume registrado em igual período de 2014, quanto atingiu US$ 20,9 bilhões. Todas as áreas apresentaram queda nas importações com taxas que variaram entre -3,6%, no caso de utilidades domésticas e -27,6% em informática. As importações de produtos de informática caíram de US$ 1,27 bilhão para US$ 922 milhões. Outra área em que houve recuo nas importações foi a de componentes eletrônicos (-15,0%), que somaram US$ 10,4 bilhões, representando 59% do total de produtos eletroeletrônicos importados.

No acumulado do semestre, as exportações somaram US$ 2,81 bilhões, 14,7% abaixo das registradas no mesmo período do ano passado (US$ 3,30 bilhões). Com exceção das vendas externas de bens de material elétrico de instalação (+16,6%) e de utilidades domésticas (+1,4%), as exportações de bens das demais áreas recuaram.

Produtos mais importados

Dentre seus itens, destacaram os produtos mais importados do setor, como componentes para telecomunicações (-15%), semicondutores (-22%) e componentes para informática (-18%). O estudo ressalta que as compras externas destes três componentes somaram US$ 6,44 bilhões, representando 36% do total de produtos importados pelo setor.

Ao analisar por regiões, a maior parte do déficit ocorreu em função dos negócios com os países da Ásia (US$ 11,43 bilhões), sendo que somente com a China, o saldo negativo atingiu US$ 6,76 bilhões.

Apenas os negócios com países da Aladi geraram resultado superavitário (US$ 655,6 milhões), porém, seu montante foi bem menos expressivo do que o déficit gerado pelas demais regiões, principalmente, pelos países da Ásia.

A maior parte do déficit ocorreu em função dos negócios com os países asiáticos — exceto Oriente Médio —, que continuaram sendo a principal origem das importações de bens do setor, somando US$ 11,68 bilhões, ou 65,7% do total. Somente as importações da China totalizaram US$ 6,85 bilhões. Nota-se que a sua participação no total foi um pouco superior à apontada no primeiro semestre do ano passado, enquanto que a representatividade dos demais países dessa região registrou queda de 0,9 ponto percentual no período citado.

Assim como a China, as participações das importações dos Estados Unidos e dos países da União Europeia também não apontaram alterações significativas em relação ao primeiro semestre de 2014. Cresceram apenas as importações dos países da Aladi exceto a Argentina (+18,2%). No caso da Argentina, as importações recuaram 18,4%. Com isso, apesar do montante não ser muito expressivo (US$ 631 milhões), verifica-se aumento de um ponto percentual na participação dos países da Aladi, exceto a Argentina no total das importações do setor. As importações dos demais países do mundo representaram 3,1% do total.

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