Pequenos provedores investem em FTTH

Redes de fibra óptica não são mais privilégios das grandes operadoras. Pequenos provedores de Internet estão investindo em FTTH (Fiber-To-The-Home) para superar a limitação de capacidade dos rádios microondas.
A Micropic, que atua na cidade mineira de Cambuí, há cerca de dois anos, construiu uma rede que passa pelas principais ruas da cidade. O investimento foi de R$ 350 mil e a companhia calcula que possa obter retorno deste investimento em uma prazo de dois anos e meio.
A grande parte dos clientes da Micropic ainda é atendida pelos rádios microondas, mas aqueles que exigem mais velocidade já estão na fibra. Ao todo, a empresa tem cerca de 1,1 mil clientes, dos quais 100 são atendidos pela rede de fibra.

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Unotrade
Túlio Borges Pereira, sócio da Micropic, explica que com as principais ruas da cidade cabeadas, o investimento para levar a fibra até o cliente final é marginal. Entretanto, um ponto ainda limita a ampliação do serviço: o alto custo do equipamento que vai na casa do cliente, conhecido como ONU (Optical Network Unit).
Para vencer esse problema, um grupo de cerca de 20 pequenos provedores de diversos estados se cotizaram em torno de uma joint-venture para importação de equipamentos da China, batizada de Unotrade. O grupo já encontrou um fornecedor chinês que fabrica a ONU compatível com a rede deles. Neste momento, a Unotrade está em processo de escolha do laboratório certificador para homologar o equipamento chinês e, aí sim, passar a importá-lo para todos os seus sócios. De acordo com Túlio Borges, o equipamento chinês, mesmo com todos os impostos de importação, custa um terço do preço do produto do atual fornecedor, a Furukawa.
A recente decisão da Anatel em liberar novas outorgas de TV por assinatura animou a Micropic e deverá interessar também a outros pequenos provedoress. "Nosso plano não é só a Internet, é fazer TV por assinatura também", afirma ele.
Link
A Micropic, como em geral acontece com os pequenos, sofreu com o alto preço cobrado pelas concessionárias pelo link de dados. Há dois anos, a empresa contratava capacidade da 8 Mbps com a Embratel e 10 Mbps com a Oi, por cerca de R$ 1,5 mil. Hoje a Micropic tem 120 Mbps com a Global Crossing e 20 Mbps com a Embratel. "Eu não cresci oito vezes em dois anos, mas dei mais velocidade para meus clientes", diz Túlio. Essa condição mais vantajosa de contratação do link também foi um dos motivos que levaram a companhia a partir para uma rede mais parruda.

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