Pequenos provedores fecham 2019 como maior grupo na banda larga fixa

O grupo de empresas de pequeno porte que operam banda larga fixa (PPPs) encerrou 2019 como a maior força do segmento no Brasil, revelaram dados da Anatel referentes a dezembro de 2019. No mês, 9,9 milhões de acessos fixos eram habilitados por empresas com tal perfil, ou 2,4 milhões de clientes a mais que os 7,5 milhões registrados em dezembro de 2018.

Dessa forma, o mercado brasileiro de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) encerrou o ano passado com 32,6 milhões de contratos ativos. Na comparação com o fim de 2018 (quando havia 31,2 milhões de acessos), houve 1,4 milhão de adições, ou alta de cerca de 4,5%.

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Ultrapassada pelo agrupamento de ISPs, mas ainda líder de mercado individualmente, a Claro encerrou dezembro com 9,6 milhões de acessos ativos. A marca é melhor em 200 mil contratos que a registrada no fim de 2018 (9,4 milhões).

Já os outros dois grandes grupos do segmento experimentaram retrações nas bases. A Vivo passou de 7,6 milhões ao fim de 2018 para 7 milhões, representando saldo negativo de 600 mil contratos. A Oi, por sua vez, perdeu cerca de 700 mil: ela encerrou dezembro com 5,3 milhões de contratos, contra 6 milhões de um ano antes.

Por outro lado, a operação da TIM cresceu em 100 mil acessos: de 484 mil ao fim de 2018 para 584 mil no último mês de 2019. Já a Algar encerrou o ano passado com 615 mil contratos ante 578 mil um ano antes.

Tecnologias

Foi por muito pouco que a fibra ótica não terminou 2019 como principal tecnologia de acesso na banda larga do País. Em dezembro, 10 milhões de acessos eram viabilizados dessa forma, contra 5,82 milhões ao fim de 2018 (adição de 4,18 milhões). No total, 5,9 milhões dos acessos via fibra pertencem aos pequenos provedores.

Já a banda larga fixa habilitada pelo cabo metálico (xDSL) terminou 2019 com 10,3 milhões de contratos ativos, ou 2,7 milhões a menos do que no fim do ano anterior, quando estava presente em 13 milhões de acessos.

Os clientes atendidos por cabo coaxial ficaram praticamente estáveis ao longo do ano, em 9,5 milhões. No caso dos contratos via rádio, houve redução de 2,32 milhões para 2,17 milhões. Já os acessos via satélite saltaram de 189 mil para 267 mil.

Velocidades

No caso das faixas de velocidades, os contratos acima de 34 Mbps se consolidaram como a maioria no mercado brasileiro. Em dezembro de 2019, 13,3 milhões de acessos contavam com o nível de serviço, ou 40,8% da base.

Por outro lado, 8 milhões de consumidores ainda possuem pacotes com velocidade entre 2 Mbps e 12 Mbps, enquanto outros 3,4 milhões seguem com acessos entre 512 kbps e 2 Mbps.

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