Navarro acredita em aprovação do PLC 79 com novo governo

O presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, disse estar otimista com avanço na discussão de reformas com a chegada do próximo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, mas não exibe tanta confiança no andamento para a aprovação do novo marco regulatório para o setor ainda em 2018. Em teleconferência para analistas nesta terça-feira, 30, o executivo destacou que "há alguma especulação que o PLC 79 poderia ser votado até o final do ano", mas foi contundente: "Não apostamos nisso".

Navarro acredita que a proposta vai receber apoio do novo governo, contudo, e diz que a companhia apoiará com a continuidade do processo de digitalização. "Espero que nosso País tenha um futuro muito mais brilhante", declarou.

Já na questão do novo PGMU, o presidente da Telefônica entende que a Anatel deveria priorizar o fim das obrigações com a telefonia pública logo, enquanto ainda discute o cálculo do saldo. Isso porque ele considera a complexidade do tema – a proposta do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações é a de aplicar na construção e operação de uma rede de acesso em LTE (4G) em 1.470 localidades onde não existe presença de nenhuma operadora, sob um custo total de R$ 611 milhões, o que preocupa as operadoras por contaminar as rede móveis com as regras da telefonia fixa, especialmente a questão dos bens reversíveis. "A Anatel acredita que todos os alívios para as teles nas obrigações deveriam ser considerados, e achamos que isso tem que ser inserido no cálculo", afirmou. "Mas as modificações para o número de telefones públicos deveriam ser implantadas imediatamente, porque gastamos dinheiro com isso", reforça.

Perguntado sobre expectativas em relação ao aumento da capacidade de espectro, o executivo preferiu não tecer comentário e nem conjecturar quando isso aconteceria. "Não vemos nada sobre isso", afirmou. Vale ressaltar que a pergunta ocorre no contexto da especulação de que a Anatel poderia resolver o problema de spectrum cap com certa urgência para possibilitar uma possível venda da Nextel para as outras operadoras.

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