Dados móveis garantirão crescimento do EBITDA da TIM

A TIM tem uma situação peculiar no mercado brasileiro, por ser o único dos quatro principais grupos operadores quase que puramente móvel, com exceção de sua operação de banda larga com rede híbrida de fibra e cobre nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. Assim, a grande aposta da TIM para acelerar a geração de caixa da operadora medida pelo EBITDA no médio prazo reside no crescimento das receitas de dados móveis.

Durante a conferência de resultados do terceiro trimestre de 2013, o presidente da TIM Brasil, Rodrigo Abreu, ressaltou que serviços de voz ainda representam a maior parte da receita da operadora, respondendo por cerca de três quartos do faturamento, mas ponderou alguns fatores que indicam que as receitas de dados, embora ainda na casa dos 23% do total, devem ter contribuição maior no EBITDA. "O crescimento é muito diferente. Enquanto as receitas de voz crescem na casa dos 3%, 4%, as de dados vêm crescendo 20% e, em alguns casos, até 40%. E as receitas de voz e mesmo SMS ainda têm impacto dos custos de interconexão, o que não existe com dados", pontua.

O aumento das receitas de dados, segundo o executivo, está atrelada ao número crescente de usuários com aparelhos que dispõem da funcionalidade de acesso à Internet e que têm contato com o serviço. "Tivemos uma evolução de cinco pontos percentuais na comparação ano contra ano no percentual da base que usa dados: eram 29% e agora são 34%. E da base de aparelhos habilitados para consumo de Internet, tínhamos no ano passado 39% e hoje esse número se aproxima de 55%", revela.

De acordo com Abreu, dados de outubro mostram que 74% das vendas de novos aparelhos na TIM já são smartphones, o que representa um share de cerca de 40% de todos os smartphones vendidos no mercado brasileiro. "E os smartphones têm consumo de dados muito superior a webphones por conta do uso de aplicativos".

Infraestrutura

Para suportar o crescimento da demanda por dados móveis, a TIM tem investido em seu projeto de conectar com fibra seus sites onde estão as ERBs (FTTS). O total de cidades inicialmente projetado para ter FTTS era de 17, cobrindo 85% das antenas da operadora, mas a meta foi expandida para um total de 38 cidades. Segundo abreu, um teste em Recife, a primeira cidade concluída, mostra em testes reais que a velocidade média de dados móveis aumentou de cerca de 600 kbps em abril de 2013 (antes da implantação de FTTS) para quase 2,4 Mbps em setembro, frente a médias de mercado de 900 kbps e 1,7 Mbps, respectivamente. "E adicionamos ao projeto (de FTTS) também otimização da rede, com sistemas de chaching, peering e ajuste fino da cobertura de rádio adequada à banda larga móvel", diz Abreu.

No 4G, a estratégia da TIM deve ser pontual. "O 4G é um componente importante na nossa estratégia para fazer frente à substituição fixo-móvel, que aconteceu na voz e que também começa a acontecer para dados. Mas a nossa estratégia não é simplesmente quantidade. Estamos não apenas cumprindo obrigações, mas adiantando em algumas cidades. O importante é o percentual da população coberta e vai passar dos 50%, promete Abreu.

Além disso, a TIM ainda vê muito espaço para crescer em dados 3G. "3G ainda tem espaço muito significativo para crescer nesse ano e, para o ano que vem, vamos reduzir muito investimento em 2G e focar em 3G e 4G."

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