AG Telecom também nega intenção de renegociar operação

O presidente do grupo Andrade Gutierrez (AG Telecom) Otávio Márquez Azevedo, um dos controladores da Telemar, disse que a empresa não tem plano B caso a Anatel não aprove o PGO (Plano Geral de Outorgas) liberando a fusão entre concessionárias Oi e Brasil Telecom. "Conforme disse o Falco (Luiz Eduardo Falco, presdiente da Oi), sem essa aprovação o contrato acaba no dia 19 de dezembro e voa o cheque da multa (R$ 490 milhões) diretamente para a Brasil Telecom", disse o executivo, que participou nesta quinta-feira, 30, da Futurecom, em São Paulo. Para ele não há possibilidade de estender o prazo do contrato além dos 240 dias. "Não há pressão sobre a Anatel. Quem estava vendendo queria um menor prazo e nós, que estávamos comprando, maior. Conseguimos o maior prazo possível", afirma. Ele acredita que a aprovação pela Anatel é possível dentro do prazo e não significa pressão sobre a agência.
Segundo Azevedo, não há possibilidade de renegociação ou adendo ao contrato, ele simplesmente deixa de valer a partir do pagamento da multa. "Continuaremos interessados no negócio, mas daí teremos que lidar também com outros concorrentes", disse Azevedo, sobre o possível interesse da Telefônica e da Telmex na concessionária se a Oi sair do negócio e se a mudança no PGO estiver ratificada em decreto.
Apesar das crise global e da perda do valor em bolsa da Brasil Telecom, Marquez reafirmou que a taxa de retorno vale a pena pois a empresa, com seus milhões de clientes, continua atraente para o acionista. "Pensamos a longo prazo. Hoje dois terços do faturamento do grupo vêm de novos negócios fora da nossa área de origem, a construção", afirma. A Brasil Telecom, segundo o executivo, continua a ser racional economicamente: a empresa não perdeu clientes, continua com ótima perspectiva de crescimento com a massificação da banda larga e tem capacidade de inovação e que com a entrada da Oi em São Paulo, com enorme sucesso, esse vetor vai ser potencializado. "A Oi tem ótima rentabilidade, não subsidia aparelho, tem um modelo de negócio rentável com boa remuneração dos acionistas". Ele defendeu a queda de impostos no setor para que haja queda nas tarifas e os serviços possam ser mais popularizados.

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Segundo Azevedo, o grupo não espera ter menos clientes em 2009 no setor de construção civil, mas todos os seus clientes "estão replanejando seus orçamentos".

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