Talvez não caibam quatro operadoras na faixa de 700 MHz, diz Jarbas Valente

É possível que não haja espaço para todas as quatro grandes operadoras móveis do País no leilão da faixa de 700 MHz. A afirmação foi feita pelo presidente em exercício da Anatel, Jarbas Valente, no 56º Painel Telebrasil que acontece nesta quinta, 30, em Brasília.

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Segundo ele, nos EUA, onde o leilão teria sido “mais abrangente”, ou seja, conseguiu acomodar mais prestadoras, foram licitados 108 MHz em três blocos. Aqui no Brasil, ainda não está definida a quantidade de espectro que será disponibilizada para as teles, mas o conselheiro já adianta que não caberão cinco empresas e, possivelmente, nem quatro.

“O leilão vai ser bastante disputado porque não vai ter espaço para cinco operadoras, talvez nem para quatro. Nos EUA essa faixa foi vendida por US$ 19 bilhões, no Brasil ela pode ser vendida até por mais do que isso”, disse ele.

Na última quarta, 29, o ministro Paulo Bernardo disse que é “perfeitamente possível” realizar o leilão da faixa de 700 MHz no segundo semestre do ano que vem. O modelo que vem sendo discutido é acelerar a migração para a TV digital em algumas áreas para liberar espaço para a entrada das teles. Esse escalonamento, na medida em que viabiliza a entrada das teles da faixa antes de 2016, obviamente tem o apoio do setor.

“Se nós não conseguirmos dar uma solução para radiodifusão, a frequência não estará disponível. É uma coisa que antecede qualquer movimento. O Brasil tem 5.760 municípios. Em alguns deles nós temos problemas na utilização dessa faixa, mas existe uma quantidade muito grande de municípios onde ou não existe problema ou a manobra a ser feita é de pequena monta”, afirma Antônio Carlos Valente, presidente da Telebrasil e da Vivo/Telefônica.
 

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