Telefónica vende operação na Costa Rica para Liberty Latin America

Além do balanço financeiro do segundo trimestre, o Grupo Telefónica anunciou nesta quinta-feira, 30, a venda de sua operação na Costa Rica para a Liberty Latin America. O valor divulgado para o negócio é de US$ 500 milhões (ou cerca de 425 milhões de euros). A transação ocorre menos de três meses após a Millicom desistir de adquirir os ativos.

"Este acordo é outro exemplo de como a Telefónica continua a cumprir seus compromissos estratégicos estabelecidos em novembro passado", afirmou a Telefónica. Com o negócio, que ainda depende de aprovações regulatórias, a controladora da brasileira Vivo espera reduzir seu endividamento.

"Essa transação foi encerrada apenas três meses após o comprador anterior decidir não cumprir o acordado no ano passado", destacou a companhia, em comunicado no qual avisou ainda que manterá a ação legal iniciada em maio contra a Millicom. A Telefónica alega uma "violação injustificada dos termos do acordo alcançado em 2019" e exige compensação financeira.

A Liberty, por sua vez, tentou comprar a Millicom para criar uma gigante de telecom na América Central no início de 2019. Poucos dias depois, contudo, as duas empresas desistiram do acordo alegando falha nas negociações.

Hispam

Conforme revelado em novembro passado, as operações da Telefónica na América Latina foram reunidas em uma nova unidade de negócios (a Telefónica Hispam), para posterior desinvestimento. A estratégia só não afeta o Brasil, onde os esforços da espanhola estão voltados à consolidação através da compra conjunta da Oi Móvel e da criação de uma rede neutra de fibra ao lado de investidores.

Durante call realizada nesta quinta-feira, a empresa revelou que também considera spin-offs de fibra em outros países do continente como forma de reduzir sua exposição à Hispam. A companhia ainda destacou a venda de 2,4 mil torres no Chile e no Peru para a Telxius (agora parte da Telefónica Infra) e acordos para melhor alocação de recursos na Argentina, Colômbia, Peru, Equador, Chile e México. A venda da operação da Telefónica em El Salvador também é um objetivo de curto prazo.

De modo geral, a mais de uma dezena de mercados reunidos na Telefónica Hispam geraram uma receita de 1,881 bilhões no segundo trimestre, em queda de 28% muito afetada pela variação cambial e pela pandemia do coronavírus – assim como no Brasil. Na divisão regional, a empresa espanhola estima um impacto de 293 milhões de euros causado pela pandemia ao longo do primeiro semestre.

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