Telefónica: covid-19 já causou impacto de 116 milhões de euros no Brasil

Foto: Pixabay

A Telefónica (controladora da Vivo) divulgou nesta quinta-feira, 30, resultados financeiros do segundo trimestre que indicaram um forte impacto da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo a empresa, a crise sanitária e o lockdown em mercados chave causaram um efeito negativo de 729 milhões de euros nas receitas entre abril e junho, sendo 99 milhões de euros no Brasil.

A cifra da operação brasileira representa R$ 606 milhões na cotação do real frente ao euro ao fim de junho (R$ 6,131). Considerando todo o primeiro semestre, o impacto estimado no Brasil aumenta para 116 milhões de euros (cerca de R$ 711 milhões), enquanto o do grupo consolidado passa para 806 milhões de euros.

Outro fator de pressão no resultado da Telefónica no segundo trimestre foi a variação cambial na América Latina na esteira da pandemia, sobretudo no Brasil. Entre abril e junho, o grupo estima um impacto de 791 milhões de euros no faturamento por conta de depreciação de moedas como o real e, em menor medida, o peso chileno.

Dessa maneira, a contribuição da Vivo ao resultado da matriz recuou 29,5%, para 1,739 bilhão de euros durante o segundo trimestre. Descontada a variação cambial, a real redução nas receitas da Vivo foi bem menor, de 5,1%. Mesmo assim, entre abril e junho o Brasil chegou a perder para a Alemanha o posto de segundo maior mercado para a Telefónica: lá, a receita ficou estável em 1,790 bilhão de euros.

Consolidado

De maneira geral, a receita da companhia no segundo trimestre recuou 14,8%, para 10,340 bilhões de euros, com um impacto de 6,5 pontos percentuais (p.p.) creditado à variação cambial e de 6,1 p.p., aos efeitos diretos do coronavírus. Na Espanha e no Reino Unido, a queda no faturamento foi de 5,2%, enquanto na Telefónica Hispam (América Latina exceto Brasil), houve recuo de 28%.

No semestre, a receita caiu 10%, para 21,706 bilhões de euros. Vendas de aparelhos, roaming e receitas B2B oriundas de pequenas e médias empresas são alguns dos segmentos mais afetados pelo cenário de crise sanitária.

No segundo trimestre, a Telefónica ainda registrou Oibda de 3,315 bilhões de euros (queda de 25,3%). Já o lucro líquido somou 425 milhões de euros (queda de 50,7%), com um consolidado de 831 milhões de euros ao longo do primeiro semestre (tombo de 53,5%).

Recuperação

Em call com investidores realizada nesta quinta-feira, executivos da Telefónica reportaram expectativas mais positivas para o segundo semestre, inclusive no Brasil, onde "sinais de recuperação" da economia e a reabertura de lojas foram destacadas. Por aqui, 79% dos pontos de venda voltaram a funcionar.

Em paralelo, a Vivo também revelou que os respiradores adquiridos ao lado do Santander para auxílio do sistema de saúde durante a pandemia chegaram ao País. Os 200 equipamentos comprados serão distribuídos em oito estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Roraima, Amapá, Ceará, Espírito Santo e Acre), com apoio técnico e logístico da Todos pela Saúde.

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