Após consolidações, Telefónica eleva receita e lucro

Com ajuda de consolidações, especialmente da incorporação da GVT à Telefônica Brasil, a matriz Telefónica fechou a primeira metade deste ano com aumento em receita e em lucro. Em balanço relativo ao segundo trimestre divulgado nesta quinta-feira, 30, o grupo espanhol também mostrou um melhor mix operacional em acessos com maior receita média por usuário (ARPU), como smartphones e, especialmente, acessos em fibra.

O Grupo Telefónica encerrou junho com 329,422 milhões de acessos em todo o mundo, um aumento de 12,9%, fruto também da incorporação de acessos da E-Plus no quarto trimestre de 2014 e da GVT e da espanhola DTS a partir de 1º de maio. A telefonia fixa fechou o período com 40,164 milhões de acessos (7,6% a mais que no primeiro semestre de 2014).

Destaque maior foi para a banda larga (ADSL, satélite, fibra e cable modem), que totalizou 20,754 milhões de acessos, aumento de 17,8%. Desse total, 5,444 milhões eram de FTTx, o que inclui os 3,2 milhões de acessos de FTTN (fiber-to-the-node) da GVT. Vale ressaltar que, com a nova incorporada, a Telefônica contava com 16,1 milhões de premises passed (residências e acessos corporativos) em tecnologia FTTx somente no Brasil. Da mesma forma, a adição de cerca de um milhão de conexões da GVT e 1,4 milhão da DTS a partir de maio fizeram com que a base global de TV paga praticamente duplicasse em 12 meses, fechando junho com 8,030 milhões de acessos.

Sem contar com essas adições da GVT, os acessos móveis da Telefónica cresceram no mundo, mas menos: 12,4%, total de 253,597 milhões de linhas. Dessas, 166,636 milhões (65,7%, redução anual de 1,1 p.p.) eram de pré-pagos, e 86,961 milhões (34,3%, aumento de 1,1 p.p.) de pós-pagos. Os acessos LTE aumentaram mais de cinco vezes e ficaram em 18,571 milhões de euros, penetração de 7,6% na base.

A companhia espanhola diz que a base contava com 55,8% mais smartphones, totalizando 99,184 milhões. Desse total, 51,139 milhões eram de pré-pagos, aumento de 75,1%, enquanto o restante, 48,044 milhões (crescimento de 39,4%), era de pós-pagos. A penetração de smartphones na base aumentou 11,4 p.p. e fechou junho com 41,4%. A penetração de celulares inteligentes é maior em pós-pagos: 64,8%, contra 30,9% na base pré-paga.

Resultado financeiro

A Telefónica registrou receitas de 11,876 bilhões de euros no segundo trimestre, um crescimento de 12,4%; e 23,419 bilhões de euros no acumulado do semestre, aumento de 12,5%. Agora com a GVT incorporada, a operação brasileira ficou bem próxima à espanhola, com leve vantagem para seu mercado sede: 2,966 bilhões de euros (recuo de 1,1%) no trimestre e 5,844 bilhões de euros (queda de 2,5%) para a Telefónica España, contra 2,943 bilhões de euros (aumento de 4,5%) e 5,737 bilhões de euros (aumento de 4,6%) no trimestre e semestre, respectivamente, para a Vivo.

O lucro operacional antes de depreciação e amortização (OIBDA) do grupo fechou o trimestre em 3,702 bilhões de euros, avanço de 6,8%. No acumulado, encerrou junho com 7,320 bilhões, aumento de 7,2%. A margem OIBDA ficou em 31,3% no semestre, queda de 1,5 ponto percentual (p.p.), e de 31,2%, recuo de 1,6 p.p..

Em junho, o lucro operacional caiu 10,8% no comparativo de trimestre, somando 1,557 bilhão de euros. No acumulado, a queda foi de 8%, total de 3,068 bilhões de euros. O lucro líquido mundial mais do que dobrou no semestre: 105,4%, total de 3,693 bilhões de euros. No período de abril a junho, o crescimento foi de 70,4%, total de 1,891 bilhão de euros.

Por conta de leilão de espectro, a operação que mais recebeu investimentos nesta primeira metade do ano foi a alemã. A Telefónica Deutschland recebeu 1,658 bilhão de euros no período, enquanto o Brasil recebeu 961 milhões de euros e a Espanha, 887 milhões de euros. Ao todo, o Capex da companhia atingiu 5,094 bilhões de euros, aumento de 12,6% em comparativo "orgânico" (excluindo variações cambiais).

Com os resultados, o guidance para 2015 foi atualizado. O crescimento, antes previsto para 7%, agora deverá ser acima de 9,5%, enquanto a relação de dívida líquida com OIBDA permaneceu em 2,35x. Por outro lado, a dívida líquida fechou o semestre em 51,238 bilhões de euros, 13,7% acima do registrado em 2014.

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