Setor deve faturar R$ 28 bilhões em 2013, aponta ABTA

O setor de TV por assinatura deve faturar aproximadamente R$ 28 bilhões em 2013, incluindo assinaturas do serviço triple play e publicidade. A previsão foi apresentada pelo presidente da ABTA, Oscar Simões, em entrevista coletiva concedida nesta terça, 30, sobre a Feira e Congresso ABTA 2013, que acontece na próxima semana em São Paulo (www.abta2013.com.br).

Simões estima que a base de assinantes do serviço de TV deve chegar, até o final do ano, a 18,5 milhões, um crescimento de cerca de 2 milhões de domicílios em um ano. Segundo Simões, o setor deve continuar crescendo nos próximos anos, mas em um ritmo um pouco menor do que o apresentado nos últimos dois anos. A previsão de crescimento, em números absolutos, é dentro da média de crescimento dos últimos cinco anos. "O setor tem um penetração de 30%, há um espaço enorme de crescimento", diz o presidente da ABTA. Segundo dados da associação, ainda que percentualmente o crescimento tenha caído, o setor conseguirá incluir nos seus serviços a mesma quantidade de pessoas que, na média, vêm sendo incluídas nos últimos anos, ou seja, entre 2 milhões e 2,5 milhões de usuários ao ano.

Simões também falou sobre o crescente faturamento do setor com publicidade. Segundo ele, a receita será importante, sobretudo para as programadoras.

Protagonismo global

Simões comemorou o papel do Brasil no setor global de TV por assinatura. Segundo ele, com o número de assinantes do setor em 2012 (16,2 milhões) o Brasil consolidou sua liderança no setor na América Latina e conquistou a sexta ou sétima posição no cenário mundial, dependendo da pesquisa.

A ABTA apresentou no evento uma pesquisa encomendada com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) sobre o preço do serviço de TV por assinatura em 47 países. A pesquisa aponta que o valor do pacote básico da TV paga brasileira está na média do valor pago mundialmente. O valor pago por canal por assinante no Brasil é de US$ 0,57, um pouco abaixo da média mundial, de US$ 0,65. Já o valor do pacote básico é de US$ 23,25, também abaixo da média de US$ 27,43. Os preços foram equalizados pelo índice Big Mac, da revista The Economist.

Percepção de valor

A associação também encomendou uma pesquisa sobre a percepção de valor do serviço entre assinantes brasileiros. O estudo aponta que o assinante médio dá uma nota relativamente alta para o serviço em geral, de 8,01, levando em conta diversos aspectos técnicos e de valor. No entanto, a expectativa do serviço é muito alta, com uma nota acima de 9. "O assinante de TV é um público exigente", explica Simões.

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