Acom diz que não investirá mais no Brasil

"A partir de hoje não investiremos mais no Brasil". Foi com essa declaração que o presidente da Acom, João Reino, resumiu como a empresa recebe a decisão da Anatel de propor a redução do espectro das operadoras de MMDS. A Acom pertence ao grupo português SGC Telecom e no Brasil presta serviços de TV por assinatura e banda larga com a marca Jet em 52 municípios nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Alagoas, Amazonas, Rio Grande do Norte, São Paulo, Maranhão Piauí e Rio de Janeiro.
Segundo o executivo, as operadoras de MMDS nunca tiveram uma tecnologia que lhes permitisse entregar TV por assinatura e banda larga com eficiência. Quando essa tecnologia surge (no caso o WiMAX), a decisão do órgão regulador, ao reduzir o tamanho da faixa, impede que elas o façam. "Começou com a não homologação do equipamento", diz ele, em referência a decisão informal da Anatel em não homologar os equipamentos de WiMAX até que fosse totalmente definido o destino da faixa de 2,5 GHz. Segundo ele, mesmo com a operação toda digitalizada, a Acom usa 110 MHz para entregar apenas TV por assinatura. "Com 50 MHz não dá para fazer nada. Há que se apurar responsabilidades", diz ele, sem, no entanto, revelar se pretende recorrer à Justiça.
Perguntado qual seria o futuro da Acom, João Reino se mostrou preocupado. "Não sei responder. Não há plano de negócio que se feche com 50 MHz", diz ele. Hoje a Acom tem perto de 100 mil clientes, diz.

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