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No B2B, Embratel vê 5G como impulso para a digitalização

Foto: Pixabay

A oferta de serviços corporativos é uma das apostas da Claro para rentabilizar o 5G nos primeiros momentos de lançamento da operação, sobretudo para uso da rede 5G standalone, que oferece latências mais baixas e maior capacidade de conexão de dispositivos. Segundo José Formoso, CEO da Embratel, o 5G fará com que mais empresas passem a desenvolver e demandar soluções que utilizem conectividade. “A tecnologia tem um potencial maior, e mais empresas vão precisar desenvolver esses serviços”, disse ele durante o lançamento da estratégia de 5G da empresa, em Brasília, que será a primeira capital a receber o serviço, possivelmente já na próxima semana (dependendo ainda do sinal verde da Anatel para uso na faixa de 3,5 GHz). Para José Formoso, a monetização do 5G passa necessariamente pela oferta de serviços B2B.

O papel da Embratel, segundo Formoso, será o de habilitadora. “Nenhuma empresa vai entrar no 5G sozinha, ela precisa de alguém que desenvolva e encontrar os parceiros necessários”, diz ele.

Rede privada da Gerdau

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A empresa aproveitou o lançamento do 5G para anunciar um acordo inédito de provimento de uma rede privada, com a Gerdau, para o desenvolvimento de uma rede LTE (4G) e 5G na planta siderúrgica da empresa em Ouro Branco/MG. “Será a primeira siderúrgica 4.0 na América Latina”, diz Marcello Miguel, Diretor-Executivo de Marketing e Negócios da Embratel da Embratel.

A Embratel diz ter uma estratégia ampla para redes privativas. A empresa quer ser a responsável por desenvolver a rede para um cliente, ou para desenvolver e operar a rede, ou para oferecer as mesmas soluções por meio de uma rede de telecomunicações já existente. “Nos ajustamos ao que o cliente achar que for melhor, mas não vejo grandes empresas, que têm que se dedicar aos seus negócios, quererem operar sozinhas uma rede de telecomunicações”, diz Formoso.

Etapas

Segundo o comunicado da empresa, a implementação da rede se dará em 3 etapas:

  • O projeto será iniciado com a instalação de uma rede privativa LTE 4G com capacidade total de 256 Mbps. Já nessa etapa, a área coberta será maior do que a atual, possibilitando o aumento da abrangência das iniciativas da Indústria 4.0 já adotadas na unidade. A implementação de novas aplicações terá tempo reduzido já nessa primeira parte da iniciativa.
  • Na segunda fase, haverá uma evolução somando o 5G da Claro, na frequência 3.5 GHz, à rede LTE 4G. Com o 5G e o LTE 4G, a planta passará a ter uma capacidade maior, totalizando 3,8 Gbps. A ultrabaixa latência fornecerá mais resiliência, disponibilidade e segurança para o local, pois aplicações críticas não terão infraestrutura compartilhada com a rede pública. Suportada pela rede e backbone de TI instalados, a Gerdau poderá ampliar seus investimentos em dispositivos e maquinários múltiplos mais evoluídos, como veículos autônomos e telecontrolados, além da tecnologia de gêmeos digitais, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.
  • A terceira fase envolverá o adensamento da rede privativa LTE 4G e 5G para fornecer ainda mais capacidade combinada, chegando a 4,8 Gbps, e ampliar a cobertura para toda a extensão operacional da planta.

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