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Escola conectada exige Internet mínima de 1 Mbps por aluno, aponta nota técnica

Foto: steveriot1//Pixabay

O uso da Internet em atividades pedagógicas nas escolas brasileiras exige uma velocidade de pelo menos 1 Mbps por aluno, defendeu nota técnica idealizada pelo Grupo Interinstitucional de Conectividade na Educação (GICE) e apresentada nesta quinta-feira, 30.

Realizado em parceria entre o CIEB, o Grupo Mulheres do Brasil, a fundação MegaEdu e o NIC.br, o documento visa gestores públicos de educação e parte de cenário onde 78% das escolas do Brasil contam com acesso à Internet, mas com apenas 49% delas utilizando o recurso para atividades pedagógicas.

Neste sentido, um parâmetro mínimo de 1 Mbps por aluno no turno mais movimentado de cada escola foi defendido como norte para políticas públicas. Atualmente, a média nacional de velocidade de download por aluno no turno com maior número de estudantes é de apenas 0,39 Mbps, conforme dados do Medidor Educação Conectada do NIC.br.

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Já o 1 Mbps por aluno possibilitaria a chamada “conectividade significativa”, ampliando usos como streaming de vídeo, áudio e downloads no processo de aprendizado. A nota técnica aponta que as escolas públicas brasileiras têm em média 171 estudantes matriculados no turno mais movimentado: em metade da rede, o número cairia para uma média de 118 alunos, implicando que um pacote de Internet de 120 Mbps seria capaz de atender a demanda pedagógica em 50% das instituições.

Por outro lado, cerca de 10% das escolas contam com mais de 400 estudantes no turno principal – o que significa que pacotes de pelo menos 400 Mbps seriam necessários para plena utilização da Internet nas unidades. Segundo dados divulgados em 2021 baseados em aferição do medidor Simet, a média dos pacotes que atendiam a rede pública era de 17 Mbps.

Cenários

Com o 1 Mbps/aluno, o GICE estima que todos os estudantes de uma unidade poderiam fazer uso geral da Internet (como pesquisas e leitura de notícias) ao mesmo tempo. Alternativamente, metade dos alunos da escola poderiam acessar ao mesmo tempo, com um em cada três deles realizando atividades de vídeo.

Já em um terceiro cenário, um quarto dos estudantes do turno poderiam realizar atividades de vídeo ao mesmo tempo a partir do parâmetro mínimo. Idealmente, a banda necessária deve ser calculada por gestores considerando as especificidades de cada escola.

Possibilidades

Recentemente, diretrizes técnicas para projetos financiados pelo grupo que gerencia os compromissos de educação conectada vinculados ao leilão do 5G (o GAPE) admitiram médias por estudante em patamar menor que o defendido pela nova nota técnica – ou velocidades mínimas de 256 Kbps por aluno.

Os recursos do GAPE para conectividade na rede pública foram lembrados pelo documento do grupo interinstitucional como uma das alternativas disponíveis para fomento da Internet nas escolas – que viveria um contexto especialmente oportuno” em 2022.

Além do montante de mais de R$ 3 bilhões oriundo do leilão do 5G, a utilização de recursos do Fust (que agora conta com Conselho Gestor que aprovará o investimento em projetos) e dos R$ 3,5 bilhões para conectividade previstos na Lei 14.172/21 também surgem como possíveis fontes para políticas públicas na educação.

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