Telebras e IslaLink assinam acordo de acionistas; foco dos discursos é na questão da segurança

A Telebrás e a IslaLink assinaram nesta terça, 30, na presença do ministro das Comunicações Ricardo Berzoini, o acordo de acionistas da empresa, quase 18 anos depois de anunciada a parceria entre as duas empresas para a formação de uma joint venture que construirá o cabo submarino entre Brasil e Europa. A previsãpo para o início da construção do cabo é o primeiro trimestre de 2016 e a entrada em operação é no segundo semestre de 2017. O cabo terá 5,7 mil km, conexões em Fortaleza e Lisboa e capacidade de 30 Tbps.

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A ênfase do anúncio foi no caráter seguro das comunicações que supostamente serão oferecidas pelo cabo. Para o presidente da IslaLink, Alfonso Gajate, a característica do tráfego pela Europa é a "proteção e segurança de informação, com um caminho alternativo e seguro, já que protegemos todas as informações e não apenas dos nosso cidadãos", disse.
Para o ministro Berzoini, "não apenas do ponto de governança, mas do ponto de infraestrutura, é essencial que tenhamos participação e investimentos de vários países".

O presidente da Telebras, Jorge Bittar, explicou que o modelo de investimentos no cabo submarino (estimados em US$ 185 milhões) será fortemente baseado na antecipação de receitas por meio de contratos firmes. "Estamos buscando parceiros que nos antecipem investimentos em troca de uso futuro da capacidade do cabo", disse ele. Ele ressaltou que a Telebras e a IslaLink serão usuárias dos serviços prestados pela joint venture, e que remuneração a empresa conforme o uso. "O investimento já feito foi para constituir o capital da empresa, mas a partir de agora nossos investimentos serão em antecipação de uso", disse ele.

O presidente da IslaLink, Alfonso Gajate, reconheceu a este noticiário que grande parte do investimento inicial virá dos contratos com grandes clientes, mas não quis antecipar o valor que já teria sido captado nesse tipo de operação. "Precisamos antes finalizar a constituição da empresa antes de fechar os contratos".
Para Berzoini, o cabo terá grande potencial de reduzir os custos das comunicações para o País por não fazer "escalas" e outros países nem usar infraestrutura de terceiros.

Bittar acredita ainda que Fortaleza, onde o cabo tem a sua landing station, tem grande potencial de receber, no futuro, um ponto de troca de tráfego (PTT) internacional, como acontece em algumas  cidades europeias, que hoje já trocam mais tráfego do que muitos dos PTTs espalhados nos EUA.

Sócio futuro

Em todas as referências à estrutura societária da joint venture que construirá o cabo, é mencionada a composição acionária de 35% da Telebrás, 45% da IslaLink e 20% de um acionista brasileiro. Por vezes, fala-se em um fundo de investimentos, mas o ministro Ricardo Berzoini admite que a única restrição é que seja um acionista brasileiro.  "Tem que ser uma empresa idônea, com compromisso de investimentos de longo e médio prazo, mas não tem nenhum pré-requisito, apenas ser brasileira", disse o ministro ao ser perguntado se uma operadora de telecomunicações poderia entrar no consórcio.

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