Operadoras deveriam aprofundar compartilhamento de redes, sugere PromonLogicalis

O compartilhamento de redes móveis no Brasil ainda é muito pequeno: a maioria das operadoras divide apenas o local onde as antenas são instaladas ou, na melhor das hipóteses, o mesmo armário de equipamentos. É o que Luis Minoru, diretor da PromonLogicalis, chama de "compartilhamento passivo". O executivo explicou que na Europa as operadoras estão gradativamente caminhando para um compartilhamento mais profundo, ou "ativo", no qual dividem as mesmas estações rádio-base e até mesmo o trabalho de planejamento e design de suas redes. O backhaul também pode ser dividido. Um dos casos mais conhecidos é o da MBNL, uma joint-venture entre a T-Mobile e a 3 no Reino Unido criada exatamente para compartilhar infraestrutura de acesso e de transmissão.
Minoru explica que o compartilhamento não precisa necessariamente ser feito em toda a rede de uma operadora. Em vez disso, ela pode focar nas áreas que são commodity, mantendo sob seu controle regiões mais estratégicas. Outra opção poderia ser compartilhar a rede em áreas rurais, onde o investimento é caro em relação ao retorno obtido em receita. De maneira geral, o compartilhamento de rede gera uma redução de Opex e também de Capex, quando as ERBs forem instaladas em conjunto. A PromonLogicalis se propõe a fazer o papel de intermediador na negociação entre as operadoras no processo de decisão do que devem compartilhar. Minoru foi palestrante nesta terça-feira, 30, no evento AmericasCom, no Rio de Janeiro.

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