Compra da Oi não atrasará leilão do 5G, diz executivo da Qualcomm

Francisco Giacomini Soares

[Publicado no Mobile Time] Uma eventual venda do negócio móvel Oi para Vivo, TIM ou um consórcio com as duas operadoras, não deve atrapalhar o cronograma do leilão do 5G. De acordo com o vice-presidente de relações governamentais da Qualcomm na América Latina, Francisco Soares, em conversa com a imprensa especializada nesta quinta-feira, 30, a Oi pode inclusive participar, ainda que o ativo do novo espectro seja vendido junto.

Em sua visão, o executivo acredita que a operadora carioca pode participar do leilão e comprar um dos blocos: "Um dos espectros do leilão é o de 60 MHz (na frequência de 3,5 GHz), eles são adequados para a Oi. Tem um espectro de 60 MHz bloco regional e outro um nacional. O nacional é interessante para eles", prevê Soares.

No entanto, caso a operadora não entre, ele explica que o formato atual da disputa permite que este bloco de espectro entre em uma segunda rodada do certame, de modo que será dividido em partes de 20 MHz e outro de 40 MHZ. "Eu acredito que eles vão entrar. Mas se não entrar, não é impedimento nenhum e não atrapalha em nada o leilão", completa o executivo.

ISPs

Soares indicou que é importante e vê com positividade a entrada de provedores regionais de Internet (ISPs) no leilão do 5G. O vice-presidente da companhia afirmou que a entrada dos ISPs traz competição e alcança um mercado que pode não ser atendido pelas grandes operadoras.

"Os provedores regionais estão demonstrando interesse. Eles estão vendo com bons olhos a possibilidade de adquirir espectro e implementar o 5G. Isso é bom, traz competição, atende mercados menores que uma operadora grande não consegue atender", disse. "Nós sabemos de vários ISPs que cresceram com o 4G, como ocorreu no nordeste brasileiro. Só tem que ter um cuidado para não deixar um número exagerado de pequenos operadores, pois pode trazer problemas técnicos (como fronteiras de rede, similar ao TDD)".

Como reportado por Mobile Time recentemente, Soares defendeu a manutenção do leilão do 5G em 2020 e um modelo com reversão de metade do valor arrecado dos espectros para implementação das redes.

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